quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

CEASAMINAS Frutas e hortaliças para ceias de fim de ano caem de preço


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Um levantamento do Departamento Técnico da CeasaMinas apontou que as frutas e hortaliças mais consumidas nas ceias de fim de ano apresentaram quedas de preço no atacado do entreposto de Contagem, na Grande Belo Horizonte (MG). O grupo das frutas nacionais, que inclui pêssego, ameixa e nectarina, por exemplo, ficou em média 8,7% mais barato. Já o preço médio das hortaliças ficou 21,7% menor. A pesquisa considerou os preços praticados de 1 a 20 de dezembro em relação ao mesmo período de novembro.

De forma geral, o fator que mais contribuiu para as quedas de preços foi o aumento da quantidade ofertada, favorecida por boas condições climáticas nas regiões produtoras. A boa oferta está ligada ao fato de dezembro apresentar picos de safra de vários desses produtos, permitindo atender ao aumento da demanda, comum com a chegada das festas de fim de ano.

Entre as frutas nacionais, os destaques são as reduções do pêssego (-28%); ameixa (-23,4%), nectarina (-22%), manga (-21,8%), uva niágara (-13,8%); mamão havaí (-10,1%); abacaxi (-5,9%) e melão (-3,8%). Apresentaram aumento de preço a nêspera (37,2%) e o morango (1,4%).

No grupo das frutas importadas, há também boas opções para o consumidor, a exemplo das nozes (-8,9%); cereja (-7,1%); ameixa (-2,9%); kiwi (-2,1%), pêssego (-0,3%). Já a nectarina importada ficou praticamente estável, com leve alta de 0,4%.

Hortaliças
As ceias desta época são marcadas também pela grande procura de determinadas hortaliças, que podem auxiliar o consumidor na hora de economizar. É o caso da batata, cujo preço médio caiu 32,3%, tomate (-31,7%); vagem (-13,4%); alface (-3,9%) e cenoura (-1,2%). Já a cebola, depois de apresentar os menores preços dos últimos quatro anos, entre julho e setembro de 2016, ficou 15,2% mais cara que no período analisado de novembro.

Saiba mais como escolher melhor esses produtos e aprenda receitas clicando aqui.

Acompanhe o Boletim Diário de Preços bem como outros dados de comercialização no site da CeasaMinas, no link Informações de Mercado.

Principais quedas de preços:

Frutas nacionais

Abacaxi (-5,9%)
Ameixa (-23,4%)
Manga (-21,8%)
Mamão Havaí (-10,1%)
Melão (-3,8%)
Pêssego (-28%)
Uva Niágara (-13,8%)

Frutas importadas

Nozes (-8,9%)
Cereja (-7,1%)
Ameixa (-2,9%)
Kiwi (-2,1%)
Pêssego (-0,3%)

Hortaliças

Alface (-3,9%)
Tomate (-31,7%)
Vagem (-13,4%)
Batata (-32,3%)
Cenoura (-1,2%)


Principais altas de preços
Frutas nacionais

Morango (1,4%)
Nêspera (37,2%)

Fruta importada

Nectarina (0,4%)

Hortaliça

Cebola (15,2%)

Pesquisa busca maior vida útil aos alimentos integrais


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A retomada dos hábitos de alimentação saudável na população brasileira tem colocado os grãos integrais em destaque no cardápio. Segundo nutricionistas, integrais são alimentos íntegros em sua composição, ou seja, aqueles grãos e cereais que não passaram por um processo de refinamento. E, como a casca e a película não foram eliminadas, as fibras e os nutrientes são preservados, resultando em maior saciedade durante as refeições.

Apesar de inúmeras vantagens, a aceitação dos produtos integrais derivados de cereais de inverno, como trigo, cevada, triticale, centeio e aveia, pode ser afetada pela rancificação da farinha, problema que pode ocorrer durante o armazenamento, no processamento ou no produto final. A farinha integral é produzida com os grãos inteiros, sem a retirada do gérmen que é rico em óleo. A degradação destes óleos (chamados de lipídios) é a principal causa da rancidez nos alimentos integrais, resultando em alterações indesejadas pelo consumidor.

A primeira fase de degradação é chamada de rancidez ácida ou hidrolítica, onde a enzima lipase atua sobre os lipídos, diminuindo as propriedades funcionais e afetando a qualidade do assamento dos produtos integrais. No momento seguinte, a enzima lipoxigenase começa a atuar, de forma espontânea e inevitável, causando a rancidez oxidativa. A oxidação dos alimentos é o impacto mais visível da degradação, resultando em alterações na cor (escurecimento), no sabor (gosto de "sabão"), no aroma (azedo) e na consistência (ranço, pegajoso), além de reduzir a qualidade nutricional dos produtos com a perda de vitaminas, especialmente a vitamina E.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Trigo, Martha Miranda, o problema é recorrente na indústria de produtos integrais derivados de trigo, até então sem solução viável para o setor. O prazo de validade da farinha integral, por exemplo, é de três meses no Brasil, enquanto que a farinha de trigo branca ou refinada pode ficar até seis meses na prateleira. Isto porque a farinha branca mantém um nível mínimo de lipídios após o processo de moagem. "A aplicação de tratamentos térmicos nos grãos antes da moagem pode inativar a enzima lipase, estendendo o prazo de validade dos produtos integrais", explica Martha.

Durante um ano, o pesquisador da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), Juliano Luiz de Almeida, esteve na Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, desenvolvendo metodologias para controle das atividades da lipase na obtenção de farinhas integrais com menor rancificação. O alvo da pesquisa foi a rancidez ácida como forma de minimizar a ação da oxidação nos alimentos integrais.

No experimento desenvolvido na Europa, foram utilizados tratamentos térmicos, como vaporização e lavagem dos grãos de trigo e suas frações (farinha, farelo e farelinho) para avaliar o comportamento das enzimas. Além da lipase, também foram avaliadas as enzimas peroxidase, endoxilanase e alfa-milase (α-amilase). "O efeito do vapor na farinha integral a 100ºC durante 180 segundos, foi efetivo para inativar as três primeiras enzimas (lipase, peroxidase e endoxilanase) e parte da α-amilase, sem gelatinizar ou liquefazer o amido, isto é, sem risco de abatumar a farinha", detalha Juliano de Almeida.

Os resultados da pesquisa adquirem importância ainda maior no Brasil, onde as altas temperaturas do clima tropical favorecem a degradação das farinhas integrais durante o armazenamento e transporte a longas distâncias do moinho para a indústria. A expectativa dos pesquisadores é que o problema seja percebido pela indústria de alimentos e pelos consumidores para a adoção de medidas mitigadoras. "Um produto com maior tempo de vida significa redução de custos para toda a cadeia produtiva, incentivando o consumo de alimentos mais saudáveis", conclui Juliano de Almeida.

O artigo com os resultados da pesquisa está publicado no "Cereal Chemistry®", um dos principais periódicos científicos do mundo na área de química dos cereais, tendo sido listado como um dos artigos mais acessados na área de moagem.

A próxima etapa da pesquisa visa estudos sobre a influência de genótipos brasileiros de trigo, triticale e centeio na redução da atividade lipase na rancificação das farinhas integrais.

Agricultura familiar aumenta produção frutas secas e castanhas

  
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Alguns itens das grandes ceias de final de ano já são típicos nas receitas natalinas, como castanhas, nozes e frutas cristalizadas. Por trás desses produtos, que dão um gostinho diferente no cardápio, está o trabalho da agricultura familiar, que vê a renda aumentar nesta época. Também ganha o consumidor, que pode se deliciar com produtos de qualidade, fruto da dedicação do trabalhador rural.

O agricultor familiar Rogério Negrelo, do município de Barão, na Serra Gaúcha, trabalha com frutas cristalizadas, comum nas receitas desse período. Ele conta que cerca de 30% do que é produzido ao longo de todo o ano são vendidos em novembro e dezembro por causa das festas. De acordo com Rogério, a sua produção atinge cerca de 30 toneladas de matéria-prima por ano, o que equivale a 15 toneladas de produto final, entre frutas cristalizadas e doces.

Além dos produtos cristalizados, Rogério comercializa frutas secas, como o pêssego, e também doces. O agricultor começou a trabalhar com frutas cristalizadas em 2005, mas é produtor de figo há 15 anos. Para conseguir atender toda a demanda, fez parceria com famílias do município para o fornecimento de maçã, pêssego e figo. Com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o produtor adquiriu um carro furgão para transportar os produtos e incrementar as vendas.

“Todos os finais de ano a gente aumenta a produção, principalmente do pêssego e do figo, que é produto bem tradicional das festas natalinas. Em vista disso, a gente vai se fortalecendo, aumentando o estoque no decorrer do ano para atender a demanda dessa época. A grande demanda é das casas de produtos coloniais, muito comuns na Serra Gaúcha”, afirma.

Baru e caju

Outro produto comum nas receitas de natal é a castanha. Guilherme Araújo, do município de Barreira, no Ceará, produz castanha de caju. Ele conta que a colheita do fruto na região ocorre entre outubro e dezembro, justamente a época em que as vendas crescem em torno de 30%. Guilherme também recorreu ao Pronaf para comprar um veículo que ajudasse na entrega dos produtos.

“No final do ano, sempre melhora as vendas. É quando a gente tem uma renda a mais e aproveita pra fazer alguma compra, confiando que no final do ano vai dar certo pra comprar, porque a gente tem a safra da castanha que dá uma boa ajuda”, afirma.

Adalberto do Santos, de 59 anos, do município de Lassance, em Minas Gerais, trabalha com uma castanha típica do Cerrado, a de Baru. Ele faz parte de uma rede de agricultores familiares que atuam de forma cooperada em quatro estados (Goiás, Minas Gerais, Bahia e Tocantins). Ele afirma que o empreendimento conta com mais de 4.000 famílias extrativistas que comercializam o produto em feiras e para grandes mercados.

“Todo ano tem vendido muito nessa época. Além de ser gostosa, tem um valor nutritivo muito grande. As vendas nesse período costumam crescer cerca de 40%”, comemora.

A Secretaria Especial de Agricultura Familia e Desenvolvimento Agrário (Sead) está apresentando nas redes sociais algumas receitas, com produtos da agricultura familiar, entre elas, uma farofa doce de castanha de baru e de castanha do Pará. Clique aqui e curta essa e outras receitas natalinas no nosso Facebook.

Preste atenção nas horas do seu organismo


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Você sabia que cada órgão do corpo tem um horário ideal para se alimentar e agir?  Veja essa dica da Ceagesp.
 
Já sabemos que o corpo possui seu próprio relógio biológico, mas estudos indicam que cada órgão do corpo tem um horário ideal, aquela hora que ele funciona na sua capacidade máxima.

Durante a manhã é preciso fazer uma boa refeição matinal enquanto que recomenda-se ir dormir duas horas após a última refeição.

Pela manhã o estômago funciona para a digestão principalmente de proteínas. Por isso, recomenda-se fazer uma boa refeição com consumo de fibras, proteínas e minerais, esses nutrientes são encontrados em abundância nas frutas.

Já entre às 11 e 13 horas, geralmente no período do almoço, é indicado evitar o estresse para o coração, por isso nada de atividades físicas e exposição a temperaturas altas. Esse é o momento ideal para relaxar, aproveite para consumir carnes magras, legumes e verduras.

No final da tarde, entre às 17 e às 19 horas, é desaconselhável o consumo de alimentos salgados, segundo a medicina chinesa é nesse momento que os rins começam a reduzir a produção de energia e o sal desestimula suas funções.

Já a noite a sugestão é de comer pouco, dê preferência para comidas cremosas e leves, isso evita afetar a membrana que protege o coração, o pericárdio.

Na CEAGESP você encontra alimentos que fazem bem para o bom funcionamento do corpo todos os dias. Venha para o Varejão conhecer as ofertas de frutas, legumes, verduras e pescados, entre outros produtos:

4ª feira – das 14h às 22h
no Pavilhão PBC (Praça da Batata) – entrada pelo Portão 7
Sábado – das 7h às 12h30
Domingo – 7h às 13h30
no Pavilhão Mercado Livre do Produtor (MLP) – entrada pelo Portão 3

Endereço: Avenida Doutor Gastão Vidigal, 1946 – Vila Leopoldina. 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Nectarina, com preço 30% menor, está em pico de safra

A dica é da Ceasa de Minas Gerais, mas corra por que depois das festas de Ano Novo será difícil encontrar a fruta.

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Dezembro é tradicionalmente o mês de pico da oferta de uma das frutas mais típicas das festas de fim de ano: a nectarina. Apenas na primeira quinzena deste mês, a fruta atingiu 59,8 toneladas, frente a 30,2 t de igual período de novembro passado, um crescimento de 98%. Já o preço seguiu o sentido inverso, caindo de R$ 4,11/kg para 2,89/kg no atacado, uma redução de quase 30%. Além de estar mais atrativa para o consumidor, a fruta ainda traz inúmeros benefícios para a saúde, como o da prevenção ao diabetes relacionado à obesidade.

A safra da nectarina compreende o período de outubro a janeiro, quando a produção nacional se destaca. No período de entressafra, quase a totalidade das poucas nectarinas disponíveis são importadas de países como Chile e Argentina. Para se ter uma idéia das diferenças de oferta, enquanto em março deste ano foi comercializada pouco mais que 1 tonelada da fruta na CeasaMinas, de 1 a 30 de novembro o entreposto recebeu 83,97 t.

Na primeira quinzena de dezembro, 53% do total de nectarinas ofertadas no entreposto de Contagem foram provenientes de municípios de Minas Gerais. Os municípios do Rio Grande do Sul vêm em seguida, sendo responsáveis por 31,9% do volume; e Santa Catarina, por 10,9%.

Safra favorável

Agricultor cadastrado no Mercado Livre do Produtor (MLP) da CeasaMinas em Contagem, Carlos Antônio Mendes Morais destaca que sua produção de nectarina neste ano foi ótima, com uma colheita maior que na safra do ano passado. "Até o fim do ano, deverei ter colhido em torno de 100 toneladas, uma quantidade 30% maior do que no mesmo período de 2015", explica ele, que produz no município de Barbacena (MG). Segundo Morais, o crescimento foi resultado do clima mais favorável, aliado a boas técnicas de cultivo.

Uma das conseqüências da boa oferta é queda no preço. O produtor afirma estar negociando a fruta com valor 30% menor em relação ao ano passado. Ele acredita, no entanto, que os baixos valores da fruta estão ligados principalmente à menor procura por causa da crise econômica.

Aliada da saúde

Estudo publicado em 2012 por um centro de pesquisa ligado à Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, apontou que as nectarinas têm compostos bioativos que potencialmente combatem o diabetes relacionado à obesidade e doenças cardiovasculares. Esses benefícios também estão presentes em outras frutas de caroço, a exemplo de pêssegos e ameixas.

Na hora de comprar, procure sempre frutas de coloração de fundo amarelo ou laranja (e não verde) entre as áreas vermelhas. Nectarinas maduras cedem quando pressionadas suavemente, mas não são tão macias como os pêssegos maduros.

Queda de preços da batata e tomate, mas frutas têm alta generalizada



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                   Batata Souté



O estudo é realizado mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de levantamento feito junto aos mercados atacadistas integrados ao programa. Para análise do comportamento dos preços em novembro foram considerados oito entrepostos dos estados de SP, MG, RJ, ES, DF, CE e PE.

Hortaliças

A grande oferta de batatas provocou queda no preço do produto nas principais centrais de abastecimento do país em novembro. O 12º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que os maiores recuos ocorreram no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, de 23,20% e 21,53%, respectivamente.

O tomate também ficou mais barato em quase todos os mercados. A exceção foi na Ceasa/RJ, que registrou aumento de 8,97%. A alta se deve à diminuição da oferta, provocada pelas chuvas nas regiões que abastecem o estado. Ainda assim, o preço do quilo do produto ficou em R$ 1,86, mais baixo que no Distrito Federal onde, apesar da queda de 30,33%, o quilo foi comercializado por R$ 2,05.

O quilo da cenoura ficou 25,17% mais caro na Grande Vitória/ ES, sendo vendido a R$ 1,15. Em Fortaleza/CE e Recife/PE houve alta de 4,74% e 2,60% e o quilo foi comercializado a R$1,21 e R$ 1,54, respectivamente. Nos outros estados pesquisados a cenoura ficou mais barata em novembro, com o menor preço em Campinas/SP, R$ 0,70/quilo.

Em contrapartida, por questões climáticas, alface e cebola ficaram mais caros em todas as centrais de abastecimento analisadas. No DF, a alta chegou a 92,25% para alface e 49,36% para cebola. Mesmo com aumento em todos os mercados, a cebola mantém preços mais baixos que os praticados no mesmo período do ano passado, graças ao aumento da produtividade nas lavouras da Região Sul.

Frutas

Dentre as frutas, a melancia foi o único destaque de redução de preços no período analisado. As demais frutas analisadas registraram tendência de alta em praticamente todos os entrepostos, com algumas reduções pontuais.

A laranja ficou mais cara em todos os entrepostos atacadistas por causa da pouca oferta e da alta demanda por exportações, com aumentos variando entre 9,92% (SP) e 0,28% (PE). Banana e mamão também apresentaram alta em sete das oito Ceasas analisadas, devido a diminuição da oferta desses produtos. No DF, a banana foi vendida a R$ 3,82/quilo, aumento de 14,65%, enquanto o quilo do mamão ficou em R$ 3,14 (alta de 4,99%).

A melancia apresentou queda em sete das oito centrais de abastecimento pesquisadas, com o quilo sendo vendido a R$ 0,69 em Belo Horizonte e R$ 0,77 em Recife. A Ceagesp foi o único entreposto que registrou aumento (7,84%), com o quilo da fruta comercializado a R$ 1,47.

ALÍVIO NA AGRICULTURA Verão de temperaturas altas e chuvas intensas

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Instituto ligado ao Ministério da Agricultura divulga prognóstico para a estação em todas as regiões do país, e aponta prognósticos farováveis para agricultura e também os benefícios que o "Velho Chico" terá para ajudar várias cidades nordestinas.

O verão de 2017 – período importante para a atividade agrícola – deverá ter temperaturas altas e chuvas generalizadas em quase todo o Brasil, segundo prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  No Hemisfério Sul, a estação começou oficialmente às 8h44 (horário de verão, Brasília) desta quarta-feira (21) e termina às 7h29 de 20 de março de 2017.

De acordo com o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as mudanças nas condições de tempo no verão são marcadas por chuvas em forma de pancadas, temporais com possibilidade de granizo, ventos fortes e elevação das temperaturas.

Por suas características climáticas, o verão é fundamental a agricultura em quase todo o país. A frequência e a quantidade de chuvas neste período têm reflexos no bom desempenho da produção de grãos da primeira safra e da safrinha no país.

Abaixo, o prognóstico do Inmet para a estação:

Previsão climática para o verão 2017

O verão de 2017 será marcado pela atuação do fenômeno oceânico-atmosférico La Niña, de forma fraca. De modo geral, a ocorrência deste fenômeno, com baixa intensidade, é favorável às chuvas na Região Nordeste e desfavorável no Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, nos meses de verão e outono.

Entretanto, outros fatores, como a temperatura na superfície do Oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da Região Sul, poderão influenciar, dependendo das suas características climáticas durante essas estações, no regime de chuvas, intensificando ou atenuando os efeitos do La Niña.

A formação e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) serão os principais sistemas meteorológicos a atuar no norte da Região Nordeste durante o verão.

Prognóstico climático por região

A qualidade das chuvas – frequência e quantidade – nos meses de verão é fator crucial para o bom desempenho na produção de grãos da primeira safra e da safrinha no Brasil. Neste contexto, uma análise prognóstica das condições climáticas para todo o país no trimestre janeiro, fevereiro e março de 2017 (mapa abaixo) se apresenta como importante ferramenta de auxílio para o manejo dos cultivos e o planejamento agrícola.

Os prognósticos se baseiam na análise das tendências das condições oceânico-atmosféricas, que influenciam o clima no Brasil e em projeções de modelos climáticos estocásticos, como o do Inmet.


Previsão de anomalias de precipitação do modelo estatístico do Inmet.  

Região Norte

A Região Norte apresentou um primeiro semestre seco em 2016 chegando a ter áreas com estiagem classificada como de extrema intensidade.

De modo geral, os modelos climáticos indicam que a região deve apresentar forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com precipitação dentro da faixa normal ou acima, principalmente no Amazonas, Pará e Tocantins. Algumas áreas dos estados do Acre e Rondônia poderão apresentar irregularidade na distribuição das chuvas.

Região Nordeste

A climatologia da Região Nordeste é marcada pelo início das chuvas em janeiro (pré-estação). Os valores de precipitação serão menores em grande parte do litoral leste entre Natal e Aracaju.

As séries de precipitação mostram informações importantes sobre as irregularidades temporais da região. Observa-se que as mesmas são periódicas:

• Década de 30 (1933);
• Década de 50 (1956);
• Década de 70 (79);
• Década de 80 (80,81,82 e 83);
• Décadas de 2010/2020 (2012, 2013, 2014, 2015 e 2016).

Nota-se, então, que depois de pelo menos cinco anos de irregularidade nas chuvas, sempre se observa ocorrência de um a dois anos chuvosos.

No verão de 2017, a posição mais ao sul da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a posição mais a oeste e mais ao sul da Alta Subtropical do Atlântico Sul e, o mais importante, a formação de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) trazem grande possibilidade da ocorrência chuvas, no setor norte e leste da região, se distribuírem de normal até acima da normal climatológica neste período.

Ressalta-se que o nordeste brasileiro passa por cinco anos consecutivos de seca (2012-2016) em alguns estados, como o Ceará, que teve a maior seca desde de 1910.

O verão poderá ser marcado por chuvas regulares em quase toda a região, igual aos anos análogos “1875/1876, 1895/1896, 1912/1913, 1946/1947, 1964/1965, 1973/1974, 1984/1985 e 2009/2010”.

Por fim, ressalta-se que, apesar da expectativa de chuvas, a gestão minuciosa dos recursos hídricos é primordial.

Região Centro-Oeste

Assim como ocorreu na Região Norte, o primeiro semestre de 2016 foi marcado por irregularidade de chuva e acumulados de precipitação inferiores à normal climatológica no Centro-Oeste. Em algumas áreas da região, houve mais que 90 dias sem chuvas significativas. Tal fato acarretou em represas e reservatórios hídricos em baixa, causando racionamento de água em algumas áreas da região e risco de racionamento de água em outras, como o Distrito Federal, até o mês de novembro.

No verão, inicia a atuação de formação de sistemas de baixa pressão atmosférica, que geralmente estão associados à ocorrência de chuvas regulares e intensas. A previsão para os próximos três meses (janeiro, fevereiro e março) indica chuvas acima da normal climatológica em grande parte dos estados de Goiás e Mato Grosso.

Com a possível posição da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mais ao norte de sua posição climatológica, existirá a possibilidade, inclusive, de eventos extremos como chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo em todos os estados da região.

Tais níveis, de chuva esperada, poderão beneficiar a agricultura e o desenvolvimento para cultivos no Centro-Oeste. Em contrapartida, o prognóstico para o sul do estado de Mato Grosso do Sul indica maior probabilidade de chuvas irregulares e abaixo da normal climatológica para o trimestre.

Como a média trimestral é alta, existe também a possibilidade de chuvas consecutivas por mais de sete dias. Esses altos níveis de umidade poderão ser prejudiciais ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “Ferrugem Asiática”. As chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais - http://www.inmet.gov.br  e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, 
deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).

Região Sudeste

No Sudeste, sistemas de baixa pressão atmosférica, posição da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), ausência de bloqueios atmosféricos e a formação frequente da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) favorecem chuvas, por vezes de forte intensidade em toda a região.

A previsão de longo prazo indica chuvas com grande variabilidade espacial e temporal. Ressalta-se ainda que a média trimestral de precipitação é alta.  Há uma tendência de anomalias positivas de precipitação na divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerias e do Rio de Janeiro, beneficiando a agricultura, o desenvolvimento dos cultivos e a recarga dos reservatórios.

Na nascente do Rio São Francisco poderá haver um aporte de água que possibilitará minimizar a estiagem que a afeta o Nordeste há pelo menos cinco anos (2012-2016), incluindo o norte do estado de Min as Gerais, área de semiárido que frequentemente sofre com as secas, e norte do Espírito Santo.

Salienta-se que a possibilidade de chuvas, consecutivas por mais de sete dias, poderá ser prejudicial ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “ferrugem asiática”, por causa da possibilidade de umidade excessiva no solo. Chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais- http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).

Região Sul

O Sul do Brasil também poderá ter uma distribuição irregular de chuva; devido à previsão de formação persistente de ZCAS nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Isso pode acarretar diminuição na precipitação (condição atmosférica conhecida como subsidência) em grande parte do Sul do país.

Com o enfraquecimento das frentes frias e os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs), principais sistemas meteorológicos que ocasionam as chuvas entre a primavera e o verão, o destaque é para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Existe previsão de chuvas irregulares e acima da normal climatológica, apenas na metade norte do Paraná. Especial atenção à agricultura (manejo da água), pois poderá haver longos períodos sem chuva na região (Rio Grande do Sul e Santa Catarina).