segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Fim de Ano

                             

Se juntar para comprar e gastar menos


A inflação está fazendo o brasileiro adaptar a ceia e tirar o bacalhau da mesa, trocando por peru, chester, peixes comuns. Qual vai ser a sua opção? O jeito, em alguns casos, são as compras coletivas que podem render descontos vantajosos, tanto na Ceasa como em mercados, no caso a Cadeg.

Na casa de astróloga Fátima Vidal, de 54 anos, o bacalhau vai deixar de reinar soberano na ceia de Natal. O preço do pescado subiu 43,28% neste fim de ano, em relação a 2014, segundo um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). A alta só não foi maior do que as de dois outros ingredientes fundamentais na preparação do bolinho: a cebola, que subiu 60,87%, e a batata-inglesa, com variação de 54,61%.

— Neste ano, vou inverter a tradição e fazer um pernil com abacaxi para substituir o bacalhau. Vou fazer pouca comida para evitar o desperdício. Está tudo muito caro — afirmou a consumidora.

A opção da astróloga é baseada na inflação da carne de porco e de seus derivados, em relação à alta do preço do frango. Enquanto o custo do lombo subiu 1,98%, o aumento do quilo da ave foi superior a 10%. Mas o economista André Braz faz um alerta:

— Apesar de observarmos essa diferença na variação de preços, em geral, o quilo da carne de porco ainda é mais caro do que o quilo da ave, e isso pode compensar a elevação dos preços no período — disse.

O valor médio da ave, por quilo, é de R$ 12,31. O da carne de porco custa R$ 13,93. O economista André Braz explica ainda que, diante do custo mais elevado, a pesquisa de preços e a opção por marcas nem tão conhecidas pode ser um caminho para economizar. Segundo uma pesquisa da FGV, os produtos de marcas mais famosas costumam ser de 30% a 50% mais caros do que a média do mercado.

O frango também integra a lista de itens da ceia preferidos nas consultas pela internet. Entre as receitas mais procuradas na web está a do salpicão de frango, até aqui o campeão de preferência entre os brasileiros no Natal. É o que indica a lista das receitas mais buscadas nos meses de dezembro, no Google. Em segundo lugar ficou o picolé paleta mexicana. O levantamento traz ainda outras opções para a ceia de Natal, como o chester (5º lugar), o tender (7ª posição) e as rabanadas (10º posto).

Se a pessoa optar por um molho de abacaxi, terá que desembolsar 30% a mais em dezembro do que no mês passado, por causa da safra e da variação climática, segundo dados da Central de Abastecimento do Estado do Rio (Ceasa-RJ). O preço da fruta subiu de R$ 1,35 para R$ 1,76.

— Eu sugiro que se opte pela maçã, por exemplo. Os preços dessa fruta e da banana ficaram estáveis. Já o custo do morango caiu 18,6%. Para substituir a batata-inglesa, a opção é o aipim, cujo valor caiu 15% — explicou Marden Marques, engenheiro agrônomo da Ceasa-RJ.

Ceasa

Na semana entre o Natal e o Ano-Novo, os preços dos produtos tendem a baixar, na Ceasa-RJ, já que os comerciantes querem vender os produtos das festas de fim de ano. No site da central de abastecimento, é possível conferir os preços no atacado (www.ceasa.rj.gov.br).

Cadeg

Convidar amigos ou familiares a fazer compras conjuntas é uma estratégia para barganhar mais descontos por causa da quantidade maior de produtos a serem levados. O diretor social do Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara (Cadeg), André Lobo, revela que alguns comerciantes podem oferecer de 5% a 10%, dependendo do número de unidades e dos produtos.

Ingredientes

Com os custos dos importados mais caros este ano, por causa do dólar e das alíquotas de importação, a opção para economizar na ceia de Natal e ainda assim ter uma mesa repleta e bonita. A opção é comprar frutas frescas e nacionais. A melancia e o abacaxi são considerados repositores de potássio e magnésio. A nutricionista clínica Gisela Peres recomenda acrescentar hortelã e usar menos açúcar em sucos e picolés caseiros.

Fonte Extra.

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