segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Agricultura fluminense terá plano emergencial para enfrentar efeitos da seca


Ações vão beneficiar cerca de 13 mil pequenos produtores rurais prejudicados pela estiagem. Plano prevê até perfuração de poços artesianos. Prejuízos chegam a R$ 100 milhões na pecuária.

   

O governador Luiz Fernando Pezão e o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo anunciaram, nesta sexta-feira (9/1), a implantação de plano emergencial para enfrentamento dos efeitos da seca nas Regiões Norte, Noroeste e parte da Serrana do estado, no próximo dia 26.

Segundo o secretário, em Campos dos Goytacazes por exemplo, o déficit pluviométrico acumulado de agosto a novembro de 2014 foi de 380mm em relação a média dos últimos 30 anos. No período, choveu apenas 40mm, quando eram esperados 420mm. Como consequência, o setor agropecuário dessas regiões contabilizam perdas que chegam a de R$ 100 milhões.

Dados da secretaria apontam que aproximadamente 13 mil produtores rurais estão sendo afetados pela estiagem. A produção de hortaliças teve uma queda de 5% e a de leite sofreu perdas de 20% devido à falta d’água para os pequenos produtores. A produção de cana de açúcar também registrou queda de 15% no último trimestre, e houve a perda de pelo menos duas mil cabeças de gado com a seca.

O plano de contingência contará com recursos do Banco Mundial através do Programa Rio Rural, na ordem R$ 30 milhões. O investimento será aplicado em sistemas de nutrição para os rebanhos que sofrem com a falta de pasto e na perfuração de poços artesianos para uso coletivo.

- Serão reservatórios de água para matar a sede do gado e também irrigar lavouras. Somente o trabalho de perfuração dos poços vai utilizar R$ 12 milhões - explicou Christino Áureo.

Para execução do plano, foi nomeada força-tarefa formada por técnicos das empresas vinculadas à secretaria de Agricultura - Emater-Rio e Pesagro-Rio - e da Defesa Agropecuária.

As ações emergenciais serão executadas durante todo o ano de 2015. Para receber os benefícios os proprietários deverão adotar as práticas indicadas pelo programa Rio Rural, que promove a agricultura sustentável em 350 microbacias do estado.

Implantado em 2008, o programa Rio Rural vem incentivando, com recursos do Banco Mundial a preservação de nascentes, o replantio de matas ciliares e ações de manejo sustentável, entre outras ações, que visam especialmente preservação das águas no ambiente rural.

- Temos depoimentos de produtores de municípios do Norte e Noroeste fluminense que adotaram essas práticas e hoje estão sofrendo menos com a estiagem - finalizou.

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