segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

EXCLUSIVO : Ceasas fecham 2017 com prejuízo astronômico nas vendas

                     Imagem relacionada

A queda, no balanço final do ano, chegou a 36,3%, se comparado à 2016, causando prejuízos enormes aos comerciantes. No Rio, o supermercado Karapito, um dos maiores da Ceasa do Irajá, na Zona Norte da capital, fechou suas portas antes de dezembro. Por falar em dezembro: este foi o pior mês em vendas se comparado ao ano passado.

Por Jorge Lopes

O Blog CeasaCompras, em novembro passado, já tinha alertado para a tragédia que foram as vendas registradas pelas centrais de abastecimento do país em boa parte do ano de 2017.  E dizia, que o balanço final apresentaria uma queda vertiginosa, o que indicava que o brasileiro estaria deixando de se alimentar direito. Se a Ceasa não vende é por que o consumidor final não compra: a matemática é simples. Apenas o governo não percebe.

Em 2016, as centrais venderam R$ 32.955.662.611,13; em 2017, como avisamos, as Ceasas fecharam o balanço de vendas em R$ 21.039.241.747,79, de acordo com balanço final divulgado pela Conab ( Companhia Nacional de Abastecimento), empresa ligada ao Ministério da Agricultura. A diferença entre 2016 e 2017 é de R$ 11.916.420.863,24. 

O mais grave, se não houve algum erro de planilhas enviadas à Conab, é constatar que dezembro passado, se comparado a igual mês do ano passado, foi o pior de todos os tempos: as Ceasas venderam apenas R$ 833.241.821,025. Em dezembro de 2016, as centrais venderam R$ 2.755.222.267,48.

De quem é a culpa? 

Na realidade, a falta de empregos que levou milhões de brasileiros para a miséria por conta de erros dos governos do PT, principalmente ( Lula e Dilma), e do PMDB, que também tem grande culpa nessa situação - sem contar os partidos de apoio nos dois governos, Dilma e Temer.  Em nossa avaliação, o que ocorreu foi o efeito "bola de neve": os brasileiros começaram a comprar apenas o necessário. Pelo menos aqueles que nós não vimos disputando a tapas televisores na Black Friday.

A queda na inflação festejada pelo governo federal está aí: o povo tá endividado e não está comprando alimentos. Por isso os alimentos foram o alicerce nessa queda: não tem compra, não tem demanda, não tem inflação. Simples assim.

Palavra do Banco Central

Queda 'maior que prevista' no preço dos alimentos explica inflação abaixo da meta em 2017, diz BC. Presidente do BC, Ilan Goldfajn, enviou carta ao ministro da Fazenda para justificar resultado da inflação em 2017, que foi de 2,95%, abaixo do piso de 3% da meta. Assim era a chamada na maioria dos portais de notícia, como o G1, que dizia que " O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, publicou nesta quarta-feira (10/1) carta aberta encaminhada ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na qual explica que a inflação ficou abaixo do piso de 3% do sistema de metas em 2017 por conta da deflação de preços de alimentação no domicílio".

"Em 2017, a reversão da inflação nos preços dos alimentos no domicílio foi maior do que o previsto, tanto pelo Copom quanto pelos analistas do mercado", informou o presidente do BC, no documento. Essa foi a primeira vez que a inflação ficou abaixo do piso do sistema de metas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou 2017 em 2,95%. Com isso, a inflação ficou abaixo do piso de 3% do sistema brasileiro de metas de inflação.

De acordo com a autoridade monetária, a inflação do subgrupo alimentação no domicílio encerrou 2017 com deflação (retração de preços) de 4,85%, a maior da série histórica do IPCA, que começa em 1989, e a primeira nesses itens desde 2006.

"Em vista desse comportamento excepcional dos preços dos alimentos no domicílio, decorrentes de choques fora do alcance da política monetária (como a oferta recorde de produtos agrícolas), o Banco Central do Brasil seguiu os bons princípios no gerenciamento da política monetária e não reagiu ao impacto primário do choque", informou o BC.

Tamanho do rombo nas vendas

Valores comercializados nas ceasas em 2017:

Janeiro - R$ 1.457.651.011,26;
Fevereiro - R$ 1.443.614.071,17;
Março - R$ 1.685.833;
Abril - R$ 1.333.903.378,96;
Maio - R$ 1.305.935.910,62;
Junho - R$ 1. 215. 466.340,26;
Julho - R$ 1.212.649.235,33;
Agosto - R$ 1.263.549.209,36
Setembro - R$ 1.023.128.756,24;
Outubro - R$ 1.081.280.501,26.
Novembro - R$ 1. 820.102.602,79.
Dezembro - R$ 833.241.821,025.

Valores comercializados pelas Ceasas em 2016

Janeiro -  R$ 2.906.546.492,76;
Fevereiro - R$ 2.951.012.943,93;
Março - R$ 3. 143. 830. 070,33;
Abril - R$ 3. 006. 842. 978,78;
Maio -  R$  3. 036. 521. 539, 67;
Junho - R$ 2. 875. 673. 603, 70;
Julho - R$ 2. 613. 845. 864, 16;
Agosto - R$ 2. 816. 836. 021, 14;
Setembro - R$ 2. 625. 151. 255, 57;
Outubro - R$ 2. 655. 873. 210, 95;
Novembro - R$ 2. 568. 286. 412, 66;
Dezembro - R$ 2. 755. 222. 267. 48

Nenhum comentário:

Postar um comentário