Alimentos que ajudam a "secar"
Como sempre,
exagerou nas festas de Fim de Ano? Prepare-se porque o Verão não perdoa
os quilos a mais. A nutricionista Fúlvia Hazarabedian, da Bio Ritmo
Academia, lista 10 alimentos que aceleram o metabolismo, queimam
calorias e fortalecem o sistema imunológico. “A recomendação é seguir
uma dieta durante todo o ano, mas para quem ainda não conquistou o corpo
desejado, sempre é tempo de optar por alimentos mais leves e saudáveis.
É importante lembrar que, se o objetivo é emagrecer, aliar a boa
alimentação a uma rotina de atividade física trará um resultado mais
rápido”, diz
Tome nota:
1- Pimenta
As pimentas possuem
uma substância chamada capsaicina, que, segundo estudos, traz vários
benefícios como o estímulo do sistema nervoso simpático. Isso leva a uma
diminuição do apetite
2- Aveia
Alimento rico em fibras
solúveis e insolúveis, a aveia auxilia no controle da perda de peso,
pois a fibra aumenta a sensação de saciedade, auxilia no controle
glicêmico e ajuda a regular o intestino
3- Ameixa seca
Pouco
calórica, a ameixa seca é uma boa opção para lanches intermediários ou
como sobremesa, já que substitui o doce. Além disso, a ameixa é rica em
fibras, o que ajuda a fazer o intestino funcionar
4- Pepino
Pouco
calórico, o pepino é refrescante, ajuda na hidratação e é diurético.
Pode ser consumido em saladas, como lanches intermediários ou como
petisco
5- Quinoa
Com altíssimo valor nutricional e proteico, a
quinoa possui fibras, sendo uma ótima alternativa para substituir o
arroz em dias quentes. O alimento pode ser consumido como salada fria ou
quente, acompanhando o prato principal, ou junto com vegetais e/ou
proteínas leves
6- Semente de linhaça
A semente de linhaça
contém substâncias bioativas que têm ação na modulação do processo
inflamatório devido ao ômega 3. O alimento é antioxidante e rico em
fibras
7- Gengibre
Alimento com baixo valor calórico e rico em
vitaminas B3, B6 e C, o gengibre possui ação antioxidante e é
termogênico natural, de modo que queima a gordura
8- Chá de hibisco
Antioxidante, o chá de hibisco tem efeito laxante leve, além de ser diurético e auxiliar no processo digestivo
9- Chá verde
O
chá verde possui substâncias antioxidantes, que ajudam a combater o
envelhecimento das células, colaborando assim para a prevenção de
doenças. A bebida auxilia na perda de peso devido à cafeína presente em
sua composição, que influencia no funcionamento do metabolismo
10- Abacaxi
Fruta
antioxidante, anti-inflamatória, rica em fibras e vitamina C, o abacaxi
auxilia em processos digestivos. Você pode fazer suco de abacaxi,
smoothie ou até mesmo comer assado ou fazer um sorvete caseiro
Serviços e
alimentos pesarão no bolso do brasileiro no ano que vem; Para
economistas, inflação de dois dígitos de 2015 vai impactar preços no ano
que vem.
Depois de sofrer com a disparada das tarifas de energia
em 2015, o brasileiro terá que conviver com outros vilões do orçamento
doméstico em 2016. Segundo economistas, o ano que vem será marcado pela
inflação de serviços, uma velha conhecida das famílias. Mesmo com a
recessão, itens como educação, alimentação fora de casa e empregada
doméstica devem resistir, influenciados pelo salário mínimo. Vem por aí,
ainda, um ano de incertezas em relação aos preços dos alimentos,
influenciados pela taxa de câmbio e pelo clima — quase imprevisíveis.
Com isso, o alívio esperado para a inflação em 2016 será sustentado pela
alta menor dos chamados preços administrados — grupo que inclui, além
da conta de luz, transportes e combustíveis. Resultado: a inflação não
baterá os dois dígitos, como neste ano, mas continuará salgada. Já há
quem espere que ultrapasse os 7%.
Parte da culpa pela resistência
da inflação de serviços prevista para 2016 é justamente o comportamento
dos preços este ano. Isso ocorre porque o segmento é muito influenciado
pelo comportamento das tarifas, como energia, e pelo custo da mão de
obra. Por lei, o salário mínimo é reajustado com base em uma fórmula que
considera o desempenho da economia e a inflação, medida pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que reflete a alta de preços
sentida pelas famílias de renda mais baixa. O percentual de aumento do
piso nacional no próximo ano deve ficar na faixa dos 11%.
EDUCAÇÃO PRESSIONA ORÇAMENTO
O
efeito do reajuste do salário mínimo se espalha pelo setor de serviços.
Entra nas contas de mensalidades escolares e gastos com empregados
domésticos. As refeições fora de casa, que subiram 9,67% até novembro,
também devem ficar mais caras, por causa do repasse do custo de
funcionários.
No fim da linha, pesa sobre o orçamento de famílias
como a de Tamyres Araújo, de 35 anos. Desempregada há dois meses, assim
como seu marido, ela tem dois filhos em idade escolar — Mariah, de 11
anos, e Raphael, de 7. Economizar com os gastos com educação está na
lista de prioridades do casal, conta Tamyres, que é estudante de
História. As mensalidades somadas das crianças devem sair de R$ 750 para
R$ 1.300. O salto é muito grande — de 73% — porque eles haviam
conseguido desconto no ano passado.
Diante do ano difícil que têm
pela frente — agravado pela falta de emprego — a saída será buscar
opções mais baratas. Somado às despesas com escola, a família tem no
aluguel, que subiu 30% entre 2014 e 2015, para R$ 850 por mês, a maior
fonte de preocupação. A alimentação também ficou mais cara neste ano e,
por mês, eles já deixam cerca de R$ 1 mil no supermercado.
— As
crianças estão concorrendo a uma vaga no Colégio Universitário da UFF,
para nós seria um alívio muito grande. De qualquer forma, já estamos
procurando colégios mais baratos, buscando descontos e instituições mais
próximas de casa para que eles não precisem usar no ano que vem
transporte escolar, como usam hoje. Além disso, o gasto com material
escolar é muito grande, todo ano eu comprava livros novos para os dois,
mas, em 2016, o Raphael vai aproveitar os livros da irmã, e a Mariah, os
da prima mais velha — planeja Tamyres.
A família Araújo faz bem
em estudar alternativas. Segundo Luiz Roberto Cunha, professor de
Economia da PUC-Rio, a inflação do grupo educação deve ter alta de 12%
em 2016, mais que os 9,5% esperados para este ano. O segmento tem peso
de 4% sobre o IPCA, índice oficial, que deve fechar o ano em 10,7%,
segundo a pesquisa Focus, feita pelo Banco Central, com instituições
financeiras.
— Na média, haverá uma pequena desaceleração na alta
dos serviços no ano que vem, de 8,3% para 7,7%. É muito pequena para o
grau de recessão que estamos esperando para 2016 — diz Cunha.
Essa
espécie de “herança” deixada pela inflação do ano anterior ocorre por
causa de uma característica marcante da economia brasileira: a
indexação. Ou seja, a variação de preços do período é usada como
referência para novos reajustes. Além do salário mínimo, esse fenômeno é
observado em outras despesas importantes. O IPTU no Rio é reajustado
com base no acumulado do ano do IPCA-15, a prévia da inflação oficial. O
Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) chegou a ser chamado de
“inflação do aluguel”, por ser usado no cálculo do reajuste de contratos
de locação. Nos dois exemplos, os indicadores estão rodando próximos a
11%.
Outro motivo de preocupação de analistas é o câmbio. Em
dezembro, o dólar alto já afetou a inflação de alimentos, pressionando o
IPCA-15, que ficou em 1,18% no mês e fechou o ano em 10,7%.
—
Com a instabilidade política, existe o risco de alta na nossa projeção
para o próximo ano. Nossa previsão de final de período (dezembro de
2016) é de R$ 4,10 — afirma Rodolfo Margato, economista do Santander.
Luiz
Roberto Cunha lembra que o comportamento do clima também é uma
incógnita. O efeito do El Niño — fenômeno que provoca excesso de chuvas
no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil — chegou a ser destaque no
relatório trimestral de inflação, divulgado pelo Banco Central na última
quarta-feira. Mas o fenômeno climático pode colaborar para reduzir os
custos da energia.
— De certa forma, a questão climática muito
incerta desse ano deve continuar no ano que vem. Tende a afetar muito os
alimentos in natura. O grupo deve avançar próximo de 9% em 2016, depois
de bater 11% em 2015 — estima Cunha.
A persistência da inflação
alta é ainda mais grave quando associada à crise do mercado de trabalho.
Segundo levantamento do Salariômetro, elaborado pelo economista Hélio
Zylberstajn, da USP, das 785 negociações salariais de novembro, só 314
tiveram aumento real, acima da inflação. Desde o início do ano, 222
acordos foram fechados com perdas salariais.
GASOLINA PODE SUBIR COM CIDE
A
boa notícia é que os chamados preços administrados, como energia e
combustíveis, devem subir menos em 2016. Pelas contas de Margato, o
grupo deve subir 7,5% em 2016, após bater os 17% neste ano.
Em
relatório divulgado a clientes, o Itaú Unibanco também prevê pressão
menor dos administrados, inclusive dos combustíveis, mas considera que
ainda pode haver surpresas, no caso de aumento de imposto. “(Para 2016),
reduzimos nossa projeção para reajuste da gasolina na refinaria, de 10%
para 5%, com impacto na bomba de 4%, ante previsão anterior de 8%. Por
enquanto, não consideramos um aumento da Cide (imposto sobre
combustíveis), mas esse tributo continua um fator de risco para a
inflação”.
Raphael Ornellas, economista do Brasil Plural, aposta
em uma alta do imposto sobre combustíveis, diante do quadro fiscal
desequilibrado:
— O governo deve acabar optando por aumento de
receitas que seriam inflacionárias, como a CPMF. No nosso cálculo, cada
R$ 0,10 a mais de Cide afetaria o IPCA em 0,15 ponto percentual.
A
expectativa do mercado financeiro é que a inflação recue para 6,87% no
ano que vem. Mas já há quem espere alta acima de 7%. Assim, o IPCA deve
romper, pelo segundo ano consecutivo, o teto da meta do governo, que é
de 6,5%. A economista Alessandra Ribeiro, da consultoria Tendências,
espera que a inflação fique próximo de 7% em 2016. E prevê que o Banco
Central subirá a taxa básica de juros, a Selic, que chegaria a 15,5% ao
ano em abril e cairia para 14,75% no fim do ano:
— É o custo de ter brincado com inflação nesse país. Baixar é muito difícil e muito caro. Colaborou Cássia Almeida
Com crise econômica, família decide
trocar ceia por 'happy hour natalino'.O importante é focar no orçamento e
usar a criatividade, diz chef. Substituir importados por marcas
nacionais auxilia no corte de gastos.
"Como a grana está curta,
decidi fazer só petiscos em vez de uma refeição completa", conta a
estudante Beatriz Guimarães de Campinas (SP). Com a crise econômica e a
alta do dólar, a jovem, que é a cozinheira oficial da casa, explica que a
família decidiu trocar a tradicional ceia com itens como peru e tender
pelo que chama de "happy hour natalino".
Pretendo servir
pãezinhos, patês caseiros e saladinha. A sobremesa será mais leve, como
frutas. Bom que Natal é calor, o povo não come tanto", Beatriz
Guimarães, estudante
A mudança no cardápio foi sugerida pela
jovem e aceita pela família, que pretende diminuir os gastos com comida
não só no Natal, mas também no ano novo.
"A minha família está
acostumada com as minhas invenções, mas é a primeira vez que vou mudar a
refeição do Natal, então vamos ver! Eu acho que vão gostar", conta.
Para
a estudante, o que importa não é o prato que se serve no Natal, mas sim
o prazer de estar em família. "É mais um momento para estarmos juntos",
pontua.
Dicas do chef
O chef de cozinha Marcelo Bergwek
confirma que é possível fazer um jantar de Natal de qualidade gastando
menos. "O importante é manter o foco no orçamento, que deve ser
previamente estabelecido e usar a criatividade", explica.
A forma
mais fácil de economizar, segundo Bergwek, é trocar os produtos
importados, que tiveram um aumento considerável no preço por conta da
alta do dólar pelas marcas nacionais. O chef listou algumas
substituições que ajudam o bolso, mas ainda assim agregam sabor à mesa.
Confira as dicas abaixo:
Para reduzir gastos, opção é fazer receitas com menos bacalhau:
Bacalhau
Com o custo do pescado mais alto, Bergwek orienta que é preciso diminuir o uso do peixe na receita.
"Em
vez daquele bacalhau ao forno com batatas e ovos, é possível comprar
menos bacalhau e fazê-lo gratinado ou escondidinho do pescado, por
exemplo", explica.
Além disso, o chef alerta que pratos
gratinados com legumes ou molho têm um rendimento maior e, portanto, a
compra da proteína deve ser menor, o que diminui o gasto com o peixe,
que geralmente é importado.
Castanhas
Outro item que está
com o preço elevado é a castanha, segundo Bergwek. Ele destaca que as
oleaginosas importadas como nozes, avelãs, amêndoas e pistaches devem
ser evitadas devido ao alto custo. Por isso, a dica é substituir pelas
nacionais. "Opte por castanha do Brasil, de caju e amendoins",
recomenda.
Chef sugere troca de vinhos importados por rótulos brasileiros.
Vinhos
Outra
orientação do chef é calcular a quantidade de vinho para cada convidado
e cogitar os rótulos nacionais, que possuem preços mais acessíveis.
Ele afirma que se a pessoa souber escolher, eles não, necessariamente, perdem em qualidade para as opções importadas.
"Na
compra dos vinhos, opte pelos nacionais da Serra Gaúcha. As pessoas não
precisam beber muito, calcule 2 a 3 taças por pessoa que beberá vinho.
Outra opção é sugerir que cada convidado leve o que for beber", destaca.
Sobremesa
Já
em relação à sobremesa, de acordo com o chef, o ideal é pensar em
opções mais leves e mais baratas como Tiramisú. "O tradicional tiramisú
pode levar natas (creme de leite firme) no lugar de mascarpone. Não fica
igual em sabor, mas é uma alternativa", explica.
Ele salienta
também que não é preciso ter uma mesa repleta de doces. "Embora seja
legal comprar ou fazer muitos doces e ter uma mesa farta, as pessoas já
estarão bem satisfeitas e só comerão um docinho para finalizar com o
café. Um pudim, um bolo confeitado ou um sorvete caprichado com uma
calda de chocolate caseira ou frutas já fecham a comemoração natalina
com chave de ouro", finaliza.

A
crise econômica por qual está passando o país vem influenciando nos
hábitos alimentares do consumidor, que está trocando a carne bovina,
mais cara, pela suína ou de frango, bem mais em conta. Só para um
exemplo: o abate de suínos é recorde no 3º trimestre de 2015, aponta
IBGE. Foram 10,18 milhões de cabeças, alta de 5,1% em relação a 2º
trimestre - o maior resultado desde o início da pesquisa, iniciada em
1997. A tendência é de aumento da procura por essas alternativas em
2016, o que deve refletir nos preços.
O país registrou abate
recorde de frangos e suínos no terceiro trimestre deste ano, informou
nesta terça (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). O abate de suínos somou 10,18 milhões de cabeças, alta de 5,1%
em relação ao segundo trimestre e aumento de 5,5% frente ao terceiro
trimestre de 2014. Foi o maior resultado das Pesquisas Trimestrais do
Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha,
iniciada em 1997.
O peso acumulado das carcaças de suínos
alcançou 896,38 mil toneladas no terceiro trimestre. A região Sul
respondeu por 66,6% do abate nacional de suínos no período, seguida
pelas regiões Sudeste (18,2%), Centro-Oeste (14,0%), Nordeste (1,1%) e
Norte (0,1%).
Frangos
Já o abate de frangos totalizou 1,50
bilhão de cabeças, elevação de 7,1% em relação ao segundo trimestre de
2015 e alta de 6,9% na comparação com o terceiro trimestre de 2014. O
peso acumulado das carcaças foi de 3,38 milhões de toneladas. A região
Sul respondeu por 60,2% do abate nacional de frangos no 3º trimestre de
2015, seguida pelas regiões Sudeste (19,2%), Centro-Oeste (15,0%),
Nordeste (3,8%) e Norte (1,8%).
Bovinos
Em compensação,
houve queda no abate de bovinos, que ficou em 7,56 milhões de cabeças,
um recuo de 0,9% em relação ao segundo trimestre de 2015 e redução de
10,8% frente ao terceiro trimestre de 2014. O peso acumulado de carcaças
foi de 1,87 milhões de toneladas.
A queda no abate de bovinos
foi provocada por reduções em 22 das 27 unidades da federação. As
principais quedas ocorreram em: São Paulo (-191,21 mil cabeças), Mato
Grosso (-160,58 mil cabeças), Minas Gerais (-131,11 mil cabeças), Mato
Grosso do Sul (-116,65 mil cabeças), Paraná (-76,84 mil cabeças), Bahia
(-66,52 mil cabeças), Goiás (-60,49 mil cabeças) e Rondônia (-48,98 mil
cabeças). Mato Grosso continua a liderar o abate de bovinos, seguido por
Mato Grosso do Sul e Goiás.
IBGE
prevê safra de grãos 1,9% menor na 1ª previsão para 2016.Queda deve-se a
menor estimativa para regiões Norte, Sul e Centro-Oeste. Algodão, milho
e arroz devem sofrer redução na produção de até 4,1%.
A
safra brasileira de grãos deve chegar a 206,5 milhões de toneladas na
primeira previsão para 2016. O valor é 1,9% menor ao esperado para 2015,
informou nesta terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Esta redução deve-se às menores produções previstas
para as regiões Norte (-11,5%), Sul (-1,2%) e Centro-Oeste (-4,5%).
Entre
os seis produtos de maior importância, três registraram avanço na
estimativa de produção: amendoim em casca (5,3%), feijão 1ª safra
(23,3%) e soja (3,5%). Na contramão, a previsão recuou para algodão
herbáceo (-4,1%), arroz (em casca) (-2,6%) e milho em grão 1ª safra
(-2,4%).
Quem é quem
Para termos uma idéia da produção
brasileira de cereais, leguminosas e oleoginosas, os estados que comõem o
Centro- Oeste são responsáveis por 42,6%, ficando em primeiro lugar; em
segundo no rancking estão os estados so sul, com 36,5%; o sudeste, onde
está concentrada a economia brasileira, responde apenas por 9,2%; e o
nordeste 8%. O estados do Norte do país respondem por pouco mais de 1%.
Sobre
o algodão herbáceo, o gerente ressaltou que “as chuvas de verão ainda
não se firmaram, o que derruba as perspectivas do rendimento médio, uma
vez que pode reduzir a janela de plantio da cultura”. De acordo com a
pesquisa, a Bahia, que possui todo o algodão plantado em primeira safra,
“já demonstra reduções negativas da área plantada, -0,4%, e do
rendimento médio, -5,1%.
A respeito do arroz, o gerente destacou
que os dados são influenciados principalmente pelo Rio Grande do Sul,
maior produtor do país, que aguarda uma redução de 3,4% na área
plantada, “com a produção caindo no mesmo percentual”. “Em 2015, a
produção de arroz foi beneficiada pelos elevados níveis de reservatórios
de irrigação e pelo clima favorável durante a colheita, que inclusive
contribuiu para melhorar a qualidade do produto colhido”, afirmou Mauro
Andre Andreazzi, gerente de agropecuária do IBGE.
“Nos últimos
anos, a área plantada com o milho verão vem declinado, em decorrência da
opção do plantio da soja nesta época, uma vez que a leguminosa tem
proporcionado melhores resultados financeiros para os produtores”,
analisou.
Quanto à área prevista, as variações positivas ficaram
com algodão herbáceo (0,7%), arroz (3%), feijão 1ª safra (10,6%) e soja
(0,5%), e as negativas com amendoim 1ª safra (5,3%) e milho 1ª safra
(1,7%).
“A excelente safra de soja observada em 2015 e os bons
preços para 2016 tendem a estimular os sojicultores a continuar o
plantio da cultura em larga escala”, completou. "Nesse primeiro
prognóstico, já se está se superando uma nova safra recorde da soja",
concluiu. De acordo com a estimativa, a produção deve ser 3,5% maior do
que no ano anterior.
No entanto, de acordo com o gerente, como há
previsão de aumento da área da soja e queda da área do milho, em termos
de volume, a produção é menor, explicou Mauro Andreazzi, sobre o
prognóstico que prevê uma safra 1,9% menor.
"Cai em termos de
volume, não de valor, porque a soja está pagando mais do que o milho. É
mais um ano que o produtor prefere plantar soja a milho", afirmou.
Estimativa para 2015
O
IBGE também divulgou sua 10ª estimativa de 2015 para a safra nacional
de cereais, leguminosas e oleaginosas, que somou 210,6 milhões de
toneladas, 8,2% superior à obtida em 2014 e 0,2% menor que a avaliação
de setembro.
A estimativa da área a ser colhida subiu 1,9% em
relação à área colhida de 2014, para 57,8 milhões de hectares. Arroz,
milho e soja, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e
responderam por 86,3% da área a ser colhida.
Frente ao ano
passado, o aumento é de 5,9% na área da soja, de 1,3% na área do milho e
queda de 6,1% na área de arroz. Quanto à produção, houve altas de 3%
para o arroz, 11,7% para a soja e de 7,4% para o milho.
Produção de ovos é recorde no 3º trimestre
Segundo
IBGE,foram produzidas 749,96 milhões de dúzias no período.Alta de 3,9%
frente à registrada no trimestre anterior. A grande notícia neste final
de ano é a de que o produto poderá ter o seu preço reduzido nas centrais
de abastecimento do país, logo nos primeiros dias de 2016. Brasileiro
também voltou a consumir leite e derivados, apesar da inflação.
O
país teve produção recorde de ovos no terceiro trimestre deste ano, com
749,96 milhões de dúzias, de acordo com os dados das Pesquisas
Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de
Ovos de Galinha, divulgados nesta terça-feira (15/12), pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A produção de ovos
foi 3,9% maior do que a registrada no trimestre imediatamente anterior.
Em relação ao terceiro trimestre de 2014, a alta foi de 4,1%.
Todas
as grandes regiões apresentaram aumento em relação ao ano passado com
destaque para o Sul, onde a elevação de 9,3% na produção de ovos foi
puxado por incrementos no Paraná (11,1%), no Rio Grande do Sul (8,9%) e
também em Santa Catarina (6,3%). Apenas Minas Gerais registrou redução
(-2,5%) entre os principais estados produtores.
Leite
De
acordo com o IBGE, o país registrou aquisição de 5,98 bilhões de litros
de leite pelas indústrias processadoras no terceiro trimestre deste ano.
O montante representa um aumento de 6,0% sobre o registrado no segundo
trimestre. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve
queda de 3,9%.
Todas as grandes regiões registraram redução na
aquisição de leite em relação ao mesmo período de 2014. No Sul, o recuo
de 4,2% foi provocado pelas perdas no Paraná (-6,7%), em Santa Catarina
(-5,0%) e Rio Grande do Sul (-1,7%). No Centro-Oeste, a queda de 9,1%
teve influência de Goiás (-9,3%) e Mato Grosso (-13,3%). No Norte, a
redução de 13,9% foi puxada por Pará (-24,0%) e Rondônia (-9,7%). No
Nordeste, a aquisição de leite foi 2,5% menor.
Couro
O
levantamento do IBGE revelou também que o Brasil registrou aquisição de
8,09 milhões de peças de couro bovino no terceiro trimestre deste ano. O
resultado foi 0,3% maior do que o registrado no segundo trimestre do
ano, mas houve uma redução de 12,2% na comparação com o terceiro
trimestre de 2014. A maior parte do couro adquirido era originária de
matadouros e frigoríficos.
A redução de 1,12 milhão de peças
inteiras de couro adquiridas no País em relação a 2014 foi provocada por
recuos em 17 das 20 unidades da federação. As principais quedas
absolutas foram registradas em: Paraná (-282,57 mil peças), Mato Grosso
(-218,96 mil peças), Rio Grande do Sul (-194,81 mil peças), Minas Gerais
(-164,34 mil peças), Pará (-105,71 mil peças), Bahia (-83,37 mil
peças), São Paulo (-68,62 mil peças) e Goiás (-64,86 mil peças).
Houve
elevação relevante na aquisição de peças de couro em Rondônia (+129,49
mil peças), Tocantins (+120,32 mil peças) e Roraima (+10,01 mil peças).
Mato Grosso se mantém na liderança do recebimento de couro pelos curtumes, seguido por São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Se juntar para comprar e gastar menos
A
inflação está fazendo o brasileiro adaptar a ceia e tirar o bacalhau da
mesa, trocando por peru, chester, peixes comuns. Qual vai ser a sua
opção? O jeito, em alguns casos, são as compras coletivas que podem
render descontos vantajosos, tanto na Ceasa como em mercados, no caso a
Cadeg.
Na casa de astróloga Fátima Vidal, de 54 anos, o bacalhau
vai deixar de reinar soberano na ceia de Natal. O preço do pescado subiu
43,28% neste fim de ano, em relação a 2014, segundo um levantamento
feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas
(FGV/Ibre). A alta só não foi maior do que as de dois outros
ingredientes fundamentais na preparação do bolinho: a cebola, que subiu
60,87%, e a batata-inglesa, com variação de 54,61%.
— Neste ano,
vou inverter a tradição e fazer um pernil com abacaxi para substituir o
bacalhau. Vou fazer pouca comida para evitar o desperdício. Está tudo
muito caro — afirmou a consumidora.
A opção da astróloga é
baseada na inflação da carne de porco e de seus derivados, em relação à
alta do preço do frango. Enquanto o custo do lombo subiu 1,98%, o
aumento do quilo da ave foi superior a 10%. Mas o economista André Braz
faz um alerta:
— Apesar de observarmos essa diferença na variação
de preços, em geral, o quilo da carne de porco ainda é mais caro do que
o quilo da ave, e isso pode compensar a elevação dos preços no período —
disse.
O valor médio da ave, por quilo, é de R$ 12,31. O da
carne de porco custa R$ 13,93. O economista André Braz explica ainda
que, diante do custo mais elevado, a pesquisa de preços e a opção por
marcas nem tão conhecidas pode ser um caminho para economizar. Segundo
uma pesquisa da FGV, os produtos de marcas mais famosas costumam ser de
30% a 50% mais caros do que a média do mercado.
O frango também
integra a lista de itens da ceia preferidos nas consultas pela internet.
Entre as receitas mais procuradas na web está a do salpicão de frango,
até aqui o campeão de preferência entre os brasileiros no Natal. É o que
indica a lista das receitas mais buscadas nos meses de dezembro, no
Google. Em segundo lugar ficou o picolé paleta mexicana. O levantamento
traz ainda outras opções para a ceia de Natal, como o chester (5º
lugar), o tender (7ª posição) e as rabanadas (10º posto).
Se a
pessoa optar por um molho de abacaxi, terá que desembolsar 30% a mais em
dezembro do que no mês passado, por causa da safra e da variação
climática, segundo dados da Central de Abastecimento do Estado do Rio
(Ceasa-RJ). O preço da fruta subiu de R$ 1,35 para R$ 1,76.
— Eu
sugiro que se opte pela maçã, por exemplo. Os preços dessa fruta e da
banana ficaram estáveis. Já o custo do morango caiu 18,6%. Para
substituir a batata-inglesa, a opção é o aipim, cujo valor caiu 15% —
explicou Marden Marques, engenheiro agrônomo da Ceasa-RJ.
Ceasa
Na
semana entre o Natal e o Ano-Novo, os preços dos produtos tendem a
baixar, na Ceasa-RJ, já que os comerciantes querem vender os produtos
das festas de fim de ano. No site da central de abastecimento, é
possível conferir os preços no atacado (www.ceasa.rj.gov.br).
Cadeg
Convidar
amigos ou familiares a fazer compras conjuntas é uma estratégia para
barganhar mais descontos por causa da quantidade maior de produtos a
serem levados. O diretor social do Centro de Abastecimento do Estado da
Guanabara (Cadeg), André Lobo, revela que alguns comerciantes podem
oferecer de 5% a 10%, dependendo do número de unidades e dos produtos.
Ingredientes
Com
os custos dos importados mais caros este ano, por causa do dólar e das
alíquotas de importação, a opção para economizar na ceia de Natal e
ainda assim ter uma mesa repleta e bonita. A opção é comprar frutas
frescas e nacionais. A melancia e o abacaxi são considerados repositores
de potássio e magnésio. A nutricionista clínica Gisela Peres recomenda
acrescentar hortelã e usar menos açúcar em sucos e picolés caseiros.
Fonte Extra.