quinta-feira, 7 de abril de 2016

"Por mais quitandas e menos farmácias"



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Mais de 57 milhões de brasileiros tem alguma doença crônica não transmissível, que são preveníveis. Leia esse texto feito pela blogueira do Estadão, Juliana Carreiro, que é uma verdadeira aula para se seguir.

 No dia 07 de abril comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Será que nós brasileiros temos motivos para festejar esta data? Existem áreas que estão avançando, é o caso de campanhas de vacinação, como a que erradicou a poliomielite, ou os tratamentos que combatem alguns tipos de câncer, quando descobertos no início. Mas vou falar sobre algo que não está bom, a falta de investimentos na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis. O Brasil é um dos exemplos de países cujos serviços públicos de saúde são direcionados apenas para as enfermidades e os esforços da ciência voltados somente para o controle e diagnóstico das doenças crônicas não transmissíveis, que não param de aumentar.  

 Os governos de forma geral não fazem a sua parte, não promovem campanhas informativas sobre alimentação consciente, não controlam o que é direcionado para as crianças, não regulamentam, nem fiscalizam as quantidades de açúcar, sódio, aditivos químicos e gorduras nos ultraprocessados, tampouco fazem modificações nas merendas escolares, com raras exceções. Se há negligência da área pública, infelizmente ela também está presente em boa parte das casas do País. Faltam informações de qualidade a respeito da relação entre a comida e as doenças, mas também falta coragem para encarar algumas mudanças de hábitos muito arraigados e motivação para disponibilizar um pouco mais de tempo para cuidar da saúde.

 Uma alimentação ruim, com poucas hortaliças, leguminosas e cereais e muitos produtos ultraprocessados aliada ao sedentarismo resulta em dados preocupantes. De acordo com a última pesquisa do IBGE, de 2014, cerca de 40% da população adulta brasileira, o equivalente a mais de 57,4 milhões de pessoas, sofria de pelo menos uma doença crônica não transmissível. As DCNTs são responsáveis por mais de 72% das mortes no Brasil. A hipertensão arterial, o diabetes e o colesterol alto, por exemplo, estão entre as que apresentam maior prevalência no País. A hipertensão já atingia mais de 31 milhões de pessoas, acima de 18 anos, o que corresponde a mais de 20% da população e é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença atinge hoje 12 milhões de pessoas e, apesar de ter controle, não tem cura e se não for bem tratada por resultar em novos males. O mais importante é que, mesmo tendo influências hereditárias, todas elas são preveníveis.

 A nossa saúde resulta da maneira como formamos e mantemos o nosso organismo. Este talvez seja o maior problema que temos enfrentado nas últimas décadas, já que fizemos uma dissociação entre a ela e a nossa alimentação. Praticamente ignoramos as necessidades essenciais de nutrientes para mantermos nosso organismo equilibrado e livre das doenças crônicas, que não deveriam se manifestar se ele funcionasse como deveria, se tivesse suas necessidades atendidas e se não fosse sobrecarregado por substâncias nocivas. O comportamento alimentar de boa parte da população está muito distante da razão biológica. Absorve-se uma grande quantidade de informações sobre os alimentos, sabe-se distinguir os principais grupos de alimentos, se tem acesso a inúmeras opções de refeições, a qualquer hora do dia. Mas parece que toda esta oferta de informações e produtos significou uma involução na nutrição e consequentemente na piora da saúde de milhares de pessoas.

Preço do tomate em queda no ES

              
 
Recentemente o tomate foi assunto em diversas pautas envolvendo a agricultura no Estado. O principal motivo era o preço alto, causado pela crise econômica, a crise hídrica sofrida pelo Estado e a alta do dólar que reflete diretamente no preço dos insumos agrícolas adquiridos pelos produtores do fruto. Mas, a boa notícia é que ele apresentou preço baixo nesta semana nas Centrais de Abastecimento do Espírito Santo, a Ceasa.

O tomate iniciou o mês de março custando R$3,70 e, exatamente, 30 dias depois, apresenta queda: R$1,13 o quilo, preço de cotação da sexta-feira (1). A explicação da queda do preço se deve à época de alta oferta, uma vez que os preços são baseados pela “lei da oferta e da procura”. Havendo muitos tomates ofertados nesse período, a tendência é a baixa no preço.

O setor de estatística da Ceasa contabiliza que em 2015 foram comercializados 41.091.660 milhões de quilos de tomate no mercado. Só os meses de janeiro e fevereiro de 2016, somados, representam 9.539.933 milhões de quilos (o fechamento do mês de março ocorre na próxima semana).

Campeões em produção
Em 2015 o município de Alfredo Chaves foi o maior responsável pela produção de tomate no Estado com 7.963.608 milhões de quilos, que correspondeu a 19,38% da comercialização capixaba. Outros municípios aparecem próximos no ranking dos que mais ofertaram o fruto: Santa Teresa contribuiu com 7.457.490 milhões de quilos (18,15%); Santa Maria de Jetibá com 5.329.224 milhões de quilos (12,97%) e Domingos Martins com 5.053.835 milhões de quilos (12,30%).

Mercado Aberto na segunda-feira
Com a tendência de manutenção do preço baixo do tomate, o capixaba pode aproveitar também a segunda-feira para fazer suas compras na Ceasa. O mercado funciona em seu horário normal: das 05h às 15h para os consumidores. Além do tomate, outros produtos que têm apresentado preço baixo são: cebola, berinjela, chuchu, batata-doce, maçã e banana.

Ceasas brasileiras querem mais receitas e fidelização

Criar novas formas de manter os clientes e também de oferecer novas oportunidades, como alimentos pré-cozidos, por exemplo, são algumas das saídas discutidas.

                            Produto Maria Honos (ES)
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Como gerar novas receitas nas centrais de abastecimento? Responder a essa pergunta foi o objetivo da palestra de Manuel Estrada-Nora durante o Encontro Nacional das Centrais de Abastecimento (Abracen) – Edição Minas Gerais, realizado na CeasaMinas nos dias 31/03 e 01/04. Manuel é presidente da WUWM, a União Mundial dos Mercados Atacadistas. Durante sua apresentação, ele citou a experiência das centrais de abastecimento espanholas.

“O aluguel é a principal receita das Ceasas. Nossa matéria prima são os metros quadrados que temos. Mas no mercado de Barcelona, por exemplo, não há mais espaço. Se nós não temos espaço, temos que pensar em outras formas de ganhar dinheiro. E essa forma é o serviço. Ou seja, deixamos de oferecer espaço e passamos a oferecer valor por serviço”, conta Manuel.

Para conseguir isso, o mercado espanhol elaborou um plano estratégico. Nos entrepostos onde ainda havia espaço, por exemplo, procuraram a ocupação máxima. “Antes, esperávamos os interessados nos procurarem. Agora, corremos atrás de novos interessados”, afirma. Para aumentar a receita, os espanhóis também começaram a ofertar novos serviços. “Começamos a produzir e a vender gelo para atender a uma demanda que identificamos”, exemplifica.

O plano estratégico também incluiu redução de gastos, por meio da inclusão de novas fontes energéticas, renegociação de contratos com fornecedores e redução de pessoal. “Os recursos humanos representam 27% dos nossos gastos. Mas não queríamos demitir funcionários. Então nossa ideia foi reduzir a quantidade de horas extras e não repor a saída de aposentados”, detalha.

Por último, Manuel cita a importância da fidelização dos clientes. Para isso, ele diz ser preciso melhorar a competitividade dos comerciantes que atuam nas Ceasas, o que pode ser feito, por exemplo, com a internacionalização da comercialização e inclusão de produtos de valor agregado, como alimentos pré-cozidos, em embalagens mais cômodas e com qualidade gourmet.

Comando da Abracen
O presidente da CeasaMinas, Gustavo Fonseca, foi eleito presidente da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen). Ele vai ficar no cargo até o ano que vem, quando serão feitas novas eleições. Em seu discurso de posse, ele destacou que pretende ampliar a segurança alimentar com produtos de qualidade, respeito ao meio ambiente e também preço justo. Gustavo fez questão ainda de agradecer o apoio de seus familiares e dos empregados da CeasaMinas.

“Hoje a Abracen reúne 27 Ceasas filiadas, onde estão 10 mil empresas instaladas, que geram 200 mil empregos diretos”, afirmou o presidente Gustavo.

Uma das autoridades presentes à cerimônia de posse foi Arno Jerke, diretor do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Segundo ele, o Plano Estratégico do Ministério está dando mais destaque ao comércio atacadista de alimentos. “O Governo Federal é o maior parceiro das Ceasas”, diz ele acrescentando que é muito importante estabelecer parcerias de três lados, envolvendo o próprio Ministério, a Abracen e a Conab.

O presidente da Conab, Igo dos Santos, destacou que as Ceasas respondem por 50% do comércio de hortigranjeiros no país. E a expectativa dele é que essa porcentagem aumente ainda mais nos próximos anos, já que a Conab quer incentivar os integrantes da agricultura familiar a comercializarem nos entrepostos. “Hoje as Ceasa operam 16 milhões de toneladas de alimentos a cada ano. Queremos aumentar para 30 milhões até 2018”, afirma ele.

Já o Secretário de Agricultura Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Cruz, ressaltou que a Abracen será parceira do Conselho Nacional das Secretarias de Agricultura, que é presidido por ele. “A parceria vai servir para o Brasil inteiro.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Mês das Noivas - Flores do mês de abril

                          Arranjo com Dálias
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Nessa época do ano é grande a procura por flôres para ornamentações de igrejas e salões de festas, por conta, principalmente,  do chamado "ês das Noivas", que é maio. Nesses dias de economiza com problemas e forote desemprego de brasileiros,  pesquisar antes de fazer qualquer coisa torna-se essencial.  O blog  CeasaCompras.com e sua página no Facebook, a partir dfessa semana, estarão publicando a relação de preços das flores que são vendidas nas centrais de abastecimento de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O objetivo é o de simplificar a procura pelas flores e arranjos que irão dar brilho à festa de matrimônio, e uma contribuição nossa para os noivos que estarão iniciando uma grande jornada pela frente.  Bem como, ajudar bastante os cerimonialistas, floristas, enfim, todo o pessoal que está sempre envolvido nessas ocasiões.  Hoje, iniciaremos com a publicação da listas de flores e ´lantas em abril, de acordo com a Ceagesp.  

A Feira de Flores da CEAGESP atrai multidões para a CEAGESP, em busca de arranjos, terra, cores e belezas da natureza. Assim como a feira é um destaque na Companhia, há plantas específicas que se sobressaem em meio a milhares. É o caso das flores sazonais de abril. Conheça agora quais são elas e venha ao espaço que oferece tudo em floricultura.

Flores

Antúrio, dália, estrelicia, samambaia

Preços dos pescados podem subir drasticamente

Sem subsídio da União para diesel, pesca de SC perde R$ 7,5 milhões. Documentos para obter auxílio foram apreendidos em operação em 2015. Com subsídios, pescadores pagavam 30% a menos no litro de diesel.

Quem vai pagar o pato é o consumidor brasileiro, principalmente das regiões sul e sudeste.

                  


No primeiro trimestre de 2016, o setor pesqueiro de Santa Catarina amargou prejuízo de R$ 7,5 milhões. A perda passou a ser registrada desde que o estado deixou de receber ajuda do governo federal para subsidiar o óleo diesel usado nos barcos de pesca. Isso aconteceu porque documentos que seria usados na renovação da licença estavam entre papéis apreendidos durante a Operação Enredados, da Polícia Federal, em outubro de 2015.

Considerado o maior polo pesqueiro do Brasil, Santa Catarina enfrenta dificuldades provocadas pelo atraso na regularização da chamada subvenção do óleo diesel. Atualmente, o preço do litro do óleo diesel para uso marítimo custa R$ 3. Quando o repasse estava em dia, os pescadores conseguiam pagar até 30% menos.

O subsídio é concedido desde 1997 e empresários do ramo dizem que sem ele, a pesca se tornaria inviável. Os problemas no repasse começaram seis meses depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Enredados, que investigou irregularidades na liberação de licenças de pesca em todo o país.

Documentos apreendidos

Em Santa Catarina, os policiais levaram entre a documentação apreendida todo o cadastro das embarcações que seria entregue ao governo federal para renovar a subvenção do óleo diesel.

“A polícia, certamente, desconhecia a natureza dos documentos que estavam na superintendência do Ministério da Pesca em Florianópolis e acabou levando papéis que não tinham absolutamente nada a ver com a operação que estavam deflagrando. Assim, estes documentos ficaram apreendidos sem finalidade”, disse o presidente da Câmara Setorial do Óleo Diesel – Sindipi Francisco Carlos Gervásio.

O sindicato dos armadores e das indústrias da pesca de Itajaí e região - Sindipi só teve acesso aos documentos em fevereiro. Eles foram atualizados e entregues à ministra da agricultura, Kátia Abreu, em março, mas até agora nada mudou.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura, e aguardava retorno até a publicação desta notícia.


200 barcos parados em Itajaí

Só em Santa Catarina, 600 embarcações, industriais e artesanais, dependem do subsídio para continuar atuando, em sua maioria em Itajaí, onde 200 barcos estavam parados na manhã desta segunda-feira (4).

“O armador já tem seus compromissos, inclusive financeiros. Ele precisa que a embarcação vá para o mar para honrar seus compromissos, mas fica bastante limitado, porque há uma competição desigual com os estados que já têm este auxílio”, disse o secretário da Pesca de Itajaí Agostinho Peruzzo.

Aumento do custo da produção

Jorge Seif Júnior é um dos donos de terminal pesqueiro em Itajaí. Os oito barcos da empresa dele ainda estão em operação, mas o empresário não sabe até quando. Sem o subsídio, o custo de produção aumentou muito e isso pode refletir no preço final do pescado.

"Hoje, nós gastamos, em média, 150 mil litros de óleo ao mês, seriam R$ 50 mil de prejuízo para nossa empresa. Ou eu quebro,  paro de produzir ou o consumidor acaba pagando esta conta", relatou.

Conforme a vice-presidente do Sindipi, só o óleo diesel, representa na cadeia produtiva da pesca em torno de 65% dos custos operacionais de uma embarcação, “Logo quem vai pagar a conta, inicialmente, será o armador, mas também o consumidor final, porque os repasses são naturalmente refeitos”, afirmou Gervásio.

Confira quais são os produtos com alta sazonalidade neste mês

Para auxiliar as suas compras, a CEAGESP disponibiliza para você, as seleções de produtos que se encontram com alta sazonalidade no mês.

Aproveite a grande oferta dos alimentos e venha aos varejões da Companhia, onde é possível encontrar variedade e qualidade.

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Frutas

Abacate fortuna, abiu, ameixa estrangeira, bana maçã, banana nanica, caqui, figo, graviola, kiwi nacional, lima da pérsia, limão taiti, maçã nacional gala, mamão formosa, mangostão, maracujá doce, pera estrangeira, pitaia, tangerina cravo, uva rubi, uva estrangeira

Legumes

Abóbora d’água, abóbora japonesa, abóbora seca, abobrinha brasileira, batata doce amarela, berinjela japonesa, cará, chuchu, jiló, mandioca, pepino caipira, pepino comum, tomate, tomate salada
 
Verduras
 
Acelga, chicória, nabo, repolho, rúcula, salsa
 
Diversos
 
Alho estrangeiro, milho pipoca estrangeiro, ovos brancos

Abril: peixes em oferta na Ceagesp

Veja quais são os peixes mais encontrados na central de abastecimento paulistana.

                              Postas de badejo sendo preparadas
                      


Uma das atividades que funciona na Companhia é o comércio atacadista de pescados, realizado no Pátio do Pescado. No espaço, são comercializadas cerca de 200 toneladas de peixes de 97 espécies. Veja agora quais são as que estão com alta sazonalidade no mês. 

Pescados

Badejo, cação, cambeva, cavalinha, curimbatá, galo, garoupa, gordinho, lambari, lula, merluza, namorado, oveva, pacu, pescada, piranha, sardinha fresca.