Planta industrial deverá entrar em operação no segundo semestre deste ano neste município do Sul Fluminense..
Os
incentivos para a indústria leiteira, implementados pela secretaria
estadual de Agricultura, através do programa Rio Leite, continuam
atraindo investimentos para o estado do Rio. A Vigor Alimentos divulgou,
nesta quarta-feira (13), que deverá investir R$ 70 milhões na conclusão
da planta industrial, que está sendo construída em Barra do Piraí, no
Sul fluminense. A informação foi passada pelo CEO do grupo, Gilberto
Xandó, por ocasião da divulgação ao mercado do balanço do primeiro
trimestre de 2015 da empresa.
Para o secretário estadual de
Agricultura, Christino Áureo, o iniciativa é fundamental para o
desenvolvimento da cadeia leiteira naquela região.
- Estamos
confiantes nessa operação da Vigor no Rio de Janeiro. Serão centenas de
empregos na fábrica e milhares no campo. É a comprovação do acerto do
nosso Programa Rio Leite, que, apoiado pelo governador Luiz Fernando
Pezão, permitiu atrair empresas e estimular o produtor, elo mais
importante de toda essa cadeia - afirmou.
A expectativa da
empresa é que a fábrica entre em operação no segundo semestre, para
atender os mercados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
Segundo previsão da Vigor, o empreendimento deverá gerar 500 empregos
diretor e 1.500 indiretos. Para a produção de iogurtes, requeijões,
fermentados, leite UHT e achocolatados, serão captados 6 milhões de
litros de leite por mês, adquiridos com produtores do Rio de Janeiro e
estados vizinhos.
A planta de Barra do Piraí foi cedida em comodato à Vigor pelo Município, em junho de 2014.
Projeto, apresentado
em Brasília, nesta semana, custará R$ 4,5 milhões. Em trabalho
conjunto, governos federal e estadual preparam Estatística Pesqueira.
Rio de Janeiro apresenta projeto "De Olho no Peixe" , na reunião da
Fiperj com o Ministério da Pesca
Com o intuito de formalizar
parcerias em prol do setor pesqueiro e aquícola fluminense, o presidente
da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj),
Essiomar Gomes, se reuniu nesta terça-feira, 12, com o ministro da Pesca
e Aquicultura, Helder Barbalho, em Brasília. No encontro, foram
apresentados ao ministro alguns projetos da instituição, vinculada à
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca
(Sedrap), sinalizando duas importantes conquistas para o estado: a
possibilidade de celebração de novo convênio para a realização da
Estatística Pesqueira e a nacionalização da campanha “De Olho no Peixe”.
O
projeto de um Entreposto Pesqueiro para Angra dos Reis também esteve na
pauta da reunião, que contou ainda com os subsecretários da Sedrap
Sebastião Rodrigues (de Estado) e Renato Bravo (de Pesca), além do
deputado federal Julio Lopes e do diretor de Pesquisa e Produção da
Fiperj, Augusto Pereira.
Estatística Pesqueira - Resultado de
convênio firmado com o próprio Ministério (entre agosto de 2010 e
novembro de 2012), o Monitoramento da Pesca no Estado do Rio de Janeiro,
mais conhecido como Estatística Pesqueira, é mantido desde então com
recursos próprios da Fundação, passando de cinco municípios (Angra,
Niterói, São Gonçalo, Cabo Frio e São João da Barra) para 16 assistidos.
Foram incluídos: Búzios, Paraty, Rio de Janeiro, Saquarema, Araruama,
Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Macaé, Campos dos
Goytacazes e São Francisco de Itabapoana. Para Augusto Pereira, esta é
sem dúvida uma grande vitória para a instituição.
- Com o fim do
primeiro convênio, passamos a trabalhar apenas com estagiários. Essa
nova parceria vai permitir contratarmos funcionários com carga horária
maior, intensificando o esforço de coleta de dados - explica Augusto.
O
objetivo da Estatística Pesqueira é estimar a produção desembarcada no
estado e suas oscilações sazonais, além de caracterizar a frota quanto
aos tipos de petrechos e embarcações utilizadas. O ministro Helder
Barbalho classificou a geração de estatística como fundamental e
prioritária, pois não só dará notoriedade à pasta, ratificando sua
importância, como vai nortear a elaboração de políticas públicas em
benefício do setor.
De Olho no Peixe - Durante a reunião, o
presidente da Fiperj, Essiomar Gomes, soube vender bem seu peixe. A
campanha de conscientização “De Olho no Peixe”, que foi levada a nove
municípios no período da Semana Santa para reforçar o consumo do
pescado, caiu nas graças do ministro e vai virar pauta nacional em
vésperas de grandes feriados. “É muito satisfatório para a gente ver um
programa que nasceu no estado do Rio ganhar forma nacional”, diz
Essiomar.
Entreposto em Angra - O presidente da Fiperj falou
ainda sobre o projeto de construção, em Angra, de um Entreposto
Pesqueiro - estabelecimento dotado de dependências e instalações
adequadas ao recebimento, manipulação, frigorificação, distribuição e
comércio do pescado.
- Nossa estatística aponta que Angra é o
principal município produtor de pescado do estado, à frente até de
Niterói e São Gonçalo. A Fiperj já está fazendo um estudo técnico e um
projeto para que a cidade tenha enfim um entreposto pesqueiro, que é uma
reivindicação antiga dos moradores - informou Essiomar.
Quando
estiver pronto, o projeto será apresentando à Prefeitura e depois ao
Ministério. Essiomar Gomes adianta que entendendo a importância do
entreposto não só para o município como para todo o estado os deputados
federais Julio Lopes, Fernando Jordão e Luiz Sérgio apresentarão uma
emenda cada de R$ 1,5 milhão para construção do entreposto, totalizando
R$ 4,5 milhões para a construção do estabelecimento.
Primeira central de abastecimento no antigo estado da Guanabara prepara expansão dos serviços para se tornar roteiro obrigatório
durante os jogos na capital carioca. Veja reportagem de O Dia.
A
Central de Abastecimento do Estado da Guanabara (Cadeg), vai virar
ponto turístico. O Mercado Municipal do Rio, nome atual do comércio
localizado em Benfica, prepara a expansão dos serviços e o fomento do
turismo para se tornar roteiro obrigatório na cidade.
A inserção
do comércio em aplicativo de serviços e a capacitação de funcionários
estão entre as novidades para aproveitar as oportunidades geradas pelas
Olimpíadas de 2016 na cidade, ressaltou o presidente do Cadeg Marcello
Penna.
“Quem vem ao Cadeg para almoçar acaba comprando mais algum
produto. Acredito que os jogos darão um incremento nas vendas”, disse
Penna. “Vamos mudar, porém mantendo a tradição portuguesa e a referência
no atacado. Queremos ser o maior mercado municipal do mundo”, almeja.
O
anúncio chega com o levantamento inédito do Sebrae sobre o perfil do
comerciante e ações para promover os negócios locais. Coordenador
regional do Sebrae-RJ, David Abrantes diz que a popularidade do Cadeg
fez tornar necessário a ampliação dos serviços oferecidos.
“Pensando
em melhorias, os comerciantes saíram na frente e vão chegar na frente.
Estamos buscando soluções para confirmar que além de um ponto comercial
do atacado e varejo, também pode ser ponto turístico”, afirma Abrantes.
O
estudo mostra que mais empreendimentos foram abertos nos últimos anos.
Mais de 36% dos negócios funcionam há menos de 5 anos e 15% das
atividade em menos de 2 anos.
Marcelo da Veiga será um dos novos
comerciantes. Ele vai abrir no próximo mês um café junto com a esposa.
“Estamos visando o público existente, que é grande, e o que vai vir com a
expansão do Cadeg. Estamos esperançosos”, anima-se.
Preparem-se, o
comitê organizador dos jogos preparou critérios ecológicos e sociais
para gastar R$3 bilhões e comprar 30 milhões de itens, de bola de tênis a
madeira para o pódio, afirma a revista Época desta semana.
Existe
uma turma no Rio de Janeiro que se prepara para ir às compras. Não é
uma galera qualquer. Eles estão organizando uma grande festa. Têm um
orçamento de R$ 3 bilhões para as compras do evento. Em compensação, sua
lista é complexa e extensa. São cerca de 30 milhões de produtos a
adquirir. Tem de quase tudo, desde mesas e cadeiras a equipamento
esportivo como bola de tênis e rede de vôlei, passando por cronômetros e
painéis sofisticados. E, é claro, bandeiras de 70 países e medalhas de
ouro, prata e bronze. Esses organizadores estão preparando os Jogos
Olímpicos do Rio. Dizem que as Olimpíadas são a maior operação de
logística em tempos de paz. Por isso, o plano do Comitê Organizador dos
Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 é usar esse poder de compra
para garantir que os itens usados nos jogos sejam ecologicamente e
socialmente corretos. E que esse esforço de compras ajude diversos
fabricantes no país a atender critérios de sustentabilidade mais
elevados. “Queremos ter um impacto transformador na cadeia de
fornecedores do Brasil”, diz Tania Braga, gerente de sustentabilidade do
comitê.
O comitê preparou um manual de compras com critérios de
sustentabilidade. E vem trabalhando para desenvolver os fornecedores em
algumas áreas.
Um dos desafios é na área de alimentação. Serão 14
milhões de refeições servidas nos refeitórios da Vila Olímpica e outras
áreas da competição. O plano é oferecer vários menus com opção de
orgânico, vegetariano, vegano, kosher e outros. “Precisamos dar conforto
a quem vem de diferentes países e segue diferentes tradições ou
religiões”, diz Tania. Além da diversidade, o comitê quer garantir
alguns princípios. A carne de boi precisa vir de fornecedor que garanta
não comprar de pecuarista em área de desmatamento ilegal. O comitê está
trabalhando com as ONGs WWF e Conservação Internacional para selecionar o
critérios de rastreabilidade para a carne. O peixe também deve ser
certificado. O comitê fez uma parceria com o Marine Stewardship Council,
organização internacional responsável pela principal certificação
marinha. Além de comprar de produtores internacionais já certificados, o
comitê quer incentivar pescadores do Brasil. “Queremos incentivar um
sistema de certificação que nos permita servir pirarucu de pesca
sistentável na Amazônia ou de uma reserva extrativista marinha no
litoral do Brasil”, diz Tania. Se conseguirem isso, podem ajudar a dar
valor para a produção dos pescadores da Amazônia e quebrar as barreiras
que dificultam a entrada dos maravilhosos pescados da região Norte no
mercado do Sudeste.
>>Por que a certificação garante a preservação das florestas e dos rios
Para
escolher os produtos não perecíveis, o comitê encomendou um estudo de
ciclo de vida dos materiais. Ele considerou os impactos de toda a vida
do produto, desde a origem até o descarte final. Com isso, o comitê
montou um sistema baseado em cores. Os tipos de produto em vermelho não
devem ser comprados. Para os laranjas, é bom procurar opção. Os itens em
azul estão livres.
Com base nesse sistema de cores, o comitê
começou a decidir os materiais para os cenários da competição. Boa parte
das toneladas encomendadas para os jogos servem para o que eles chamam
de “look dos jogos”. São os painéis com a logomarca das Olimpíadas e as
cores que ficam no fundo das quadras e nos ambientes da competição. É o
que as pessoas mais veem pela TV. Essas estruturas consomem muita lona,
PVC, madeira e tecidos. A partir da análise de ciclo de vida, o comitê
decidiu substituir os painéis de lona, que incluiem produtos químicos
pesados na produção, por outros de tecido. O desafio atual é encontrar
um substituto economicamente viável para o PVC, que também envolve
química pesada e é de difícil descarte ou reciclagem.
Nem sempre
essa política implica em preço mais alto. Foi o que o comitê descobriu
na hora de comprar lâmpadas para a sede, localizada na Cidade Nova,
perto da prefeitura do Rio. A sede do comitê é um prédio modular, armado
com contêiners. Ele vai crescendo aos poucos, recebendo mais metro
quadrado e mais andares na medida em que os jogos se aproximam. “Quando
fomos encomendar os primeiro lote de lâmpadas pensamos em usar LED no
lugar das fluorescentes tradicionais em escritórios”, diz Tania. Cada
lâmpada de LED custava o triplo do preço na ocasição. “Mas fizemos a
conta completa”, diz. Primeiro, um arquiteto avaliou que, para iluminar a
mesma sala, bastam 4 lâmpadas LED em vez de 6 fluorescentes. Depois,
consideraram que a LED dura muitos anos. “Quando os jogos acabarem,
devolveremos as lâmpadas com a estrutura da empresa que constriuiu o
prédio. Levando em conta tudo isso, e mais a economia na conta de
energia, o preço da LED passou a valer a pena”, diz Tania.
Madeira
é um assunto sério para quem organiza dos jogos. A começar pelo
mobiliário. São 80 mil camas, 40 mil armários além de 485 pódios para os
medalhistas. Nos esportes coletivos, como vôlei, o time todo sobe no
pódio, e é necessário mais de um módulo de pódio. O comitê está
trabalhando com o Forest Stewardship Council (FSC) que certifica
produtos de origem florestal. “Conseguimos certificar 8 indústrias
moveleiras pequenas e médias do Brasil e estamos com 13 no processo”,
diz Tania.
Os atletas e profissionais hospedados na Vila Olímpica
descansarão em 22 mil almofadas. “Queríamos que elas fossem feitas por
artesão das favelas do Rio”, diz Tania. O comitê buscou ONGs que
trabalhassem com cooperativas de artesanato nas comunidades. Fizeram uma
concorrência simplificada, para as ONGs comunitárias participarem.
“Funcionou. Elas têm até junho de 2016 para entregar as almofadas”,
afirma Tania. A maior parte do material é entregue mais próximo da data
dos Jogos, para facilitar o transporte e o armazenamento.
Os
fornecedores nacionais de todos os materiais e serviços dos Jogos
precisaram apresentar uma meta de oferecimento de primeiro emprego ou
para contratação de moradores das favelas do Rio. “Cada empresa oferecia
sua meta e nós avaliávamos junto com os outros critérios”, diz Tania. O
comitê também foi verificar as condições de trabalho dos fornecedores.
Inclusive fora do Brasil. Um grupo de compradores do comitê organizador
passou um ano vistoriando 5 fábricas de materiais têxteis na China.
“Fizemos uma lista de exigências para que eles melhorassem as condições
de trabalho e fomos conferir se cumpriram”, afirma.
A ideia de
mudar os critérios de compra chegou até às medalhas. O comitê desafiou a
Casa da Moeda do Brasil, responsável pela fabricação dos biscoitos de
ouro, prata e bronze, a usar a maior quantidade possível de metal
reciclado. Serão 5400 medalhas cunhadas para os Jogos. Os três metais
são encontrados em aparelhos eletrônicos descartados. Também é possível
recuperar ouro de aparelhos antigos de radiografia. O Comitê Organizador
e a Casa da Moeda irão anunciar o percentual de reciclagem das medalhas
quando o design delas for oficialmente apresentado no segundo semestre
deste ano.
Enquanto que em outras
centrais de abastecimento o produto sai a quase R$ 5, sendo vendido a
mais de R$ 7 ao consumidor, em "sacolões" do Rio de Janeiro e nas
feiras, o abacaxi capixaba, muito mais doce do que os outros, como o
pérola campista que costuma a ser vendido ainda verde em supermercados,
tem um dos menores preços do país.
Vendido à unidade, o abacaxi
apresentou no último mês o preço médio de R$ 1,50 no mercado da Ceasa.
Até agora, em 2015 foram comercializados 3.236.865 quilos na unidade de
Cariacica, gerando uma movimentação financeira de R$ 4.909.260,34.
Marataízes
lidera o ranking de municípios que mais ofertaram a fruta em 2015.
Foram 2.811.530 quilos, o que representa 86,86%. Outros municípios do
Estado que integram a lista são: Presidente Kennedy, Santa Maria de
Jetibá. De outros estados, Pará e o Tocantins também ofertam abacaxi na
Ceasa.
O abacaxi
Encontrado com fartura no Brasil, o
abacaxi é geralmente mais doce quando está maduro. Para saber se a fruta
está no ponto, deve-se tentar retirar uma das folhas da coroa. “Se sair
com facilidade, é sinal de que está madura.
Quando madura, a fruta
deve ser consumida em um ou dois dias, se conservada fora da geladeira.
Depois de picado, os pedaços de abacaxi devem ser refrigerados em
vasilha fechada. Outra dica, antes de cortar a fruta, lave bem a casca
com uma escovinha, não precisa utilizar detergente ou sabão”, explica a
nutricionista Matilde Alves.
O abacaxi é também uma ótima fonte
de vitamina C e Magnésio. A Vitamina C é importante para o bom
funcionamento do sistema imunológico e um antioxidante natural. Já o
Magnésio contribui na regulação da atividade muscular do coração.
A
bromelina é uma substância presente no abacaxi, responsável por
facilitar na digestão. Um estudo da Queensland Institute of Medical
Research da Austrália mostrou que duas moléculas da bromelina têm
propriedades antitumorais.
A fruta também contém boa quantidade de
celulose, que ajuda na formação do bolo fecal e estimula o funcionamento
do intestino para isso, deve-se consumir a fruta in natura ou tomar
suco sem coar.
O abacaxi pode ser utilizado em pratos doces e
salgados, tais como: bolos, pudins e tortas, mas também como
acompanhamento em assados (nesse caso o abacaxi faz com que a carne s e
torne mais macia e saborosa), farofas e saladas.
Pilares serão assistência técnica, sanidade animal e linhas de crédito específicas para a modernização do setor
Após cerca de dois meses de discussões entre representantes da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), da Secretaria de Defesa Animal (SDA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora) e da Associação Viva Lácteos, o Projeto de Melhoria da Competitividade do Setor Lácteo Brasileiro foi apresentado para a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, nesta terça-feira (12/5).
O projeto visa a alinhar as políticas públicas do Ministério da Agricultura para o setor, a fim de qualificar ainda mais a produção nacional, fazendo com que a competitividade aumente em relação ao mercado internacional. “Pretendemos trabalhar concomitantemente a ampliação do consumo interno e a abertura de novos mercados, atuando como parceiros do setor produtivo e induzindo o desenvolvimento da competitividade nacional e internacional”, afirmou a ministra Kátia Abreu.
Os principais pilares do projeto serão a assistência técnica, a abertura de linhas específicas para a modernização e otimização de custos no setor, a sanidade animal, a qualidade e a promoção do consumo de leite. Os estados prioritários serão o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás, maiores produtores de leite do país. No entanto, o projeto poderá ser ampliado para outros estados.
A proposta de assistência técnica tem como objetivo a ascensão dos produtores de leite das classes D e E, para a classe C, por meio da transferência de conhecimento técnico e gerencial. A meta será atender um grupo de aproximadamente 80 mil produtores em um período de quatro anos.
Outra meta apresentada no projeto é fazer com que o leite chegue às plataformas das indústrias com melhoria no padrão de qualidade. Para tanto, serão realizadas ações de atualização para produtores e funcionários das fazendas e para técnicos das indústrias e de cooperativas, além de educação continuada para os transportadores.
Qualidade do leite
Para melhorar a qualidade do leite produzido nos estados beneficiados, foram estipuladas algumas metas. Entre elas, a reestruturação do Programa Nacional de Qualidade do Leite (PNQL), que tem coordenação do ministério e participação do setor privado e da comunidade científica; a criação do Sistema Nacional de Monitoramento Espacial e Temoral para Melhoria da Qualidade e Competitividade do Leite (SIMQL), que conterá dados analisados pela Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade do Leite (RBQL); o aprimoramento do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) e da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) e o fortalecimento da Rede de Laboratórios.
Linha de crédito
Com relação às linhas de crédito específicas para a melhoria da produção, a intenção é otimizar os custos da produção e promover o investimento em tecnologias para a modernização da atividade. “Isso irá contribuir para a melhoria da qualidade do leite, que consequentemente aumentará a competitividade das indústrias, em função do maior rendimento dos produtos”, disse Kátia Abreu.
Sanidade animal
O projeto vai contribuir para a revisão do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), sendo que a principal proposta de alteração é a categorização dos estados em classes e níveis de controle. As classes serão determinadas pelas prevalências, estimadas por estudos padronizados e realizados pelos serviços veterinários oficiais.
Para estabelecer os níveis, será avaliada a execução das ações de defesa sanitá ria animal, apresentada pelo serviço veterinário estadual e aprovada pelo Mapa. Para os próximos dois anos, a previsão é de que no mínimo 80% das bezerras sejam vacinadas contra brucelose.
Por Jorge Luiz Lopes
Alçado por diversas vezes a categoria de vilão dos preços, o produto parece que gostou da classificação e promete permanecer nesse patamar por muito tempo, de acordo com dados técnicos produzidos pelo governo federal e por duas centrais da região Sudeste brasileira: Ceagesp (SP) e CeasaMinas. Porquê? É isso que tentaremos responder para dar sentido ao título dessa reportagem especial do CeasaCompras.com.br. O preço da caixa de 22 quilos foi vendida, nesta terça-feira (12/5) a R$ 130, o tomate longa vida AA, na Ceasa do Irajá, bairro da Zona Norte do Rio. O quilo do produto nos chamados "sacolões" atingiu R$ 10, em muitos deles, e a R$ 8,58, em uma pequena parcela. Para isso, utilizaram a técnica da mistura, entre grandes e pequenos, para aumentar o lucro.
Antes, bem lá longe no tempo, ele foi praticamente a redenção de uma população migratória que vinha de longe e desembarcou por aqui: os japoneses. A partir daquele momento produziram um legume de qualidade que chegou a ser rotulado como o melhor, o chamado "Tomate Santa Cruz", indicando a origem da produção, um município carioca, de terra preta excelente para o cultivo, e que hoje verifica problemas de expansão e a destruição das lavouras pelo projeto "Minha Casa,Minha Vida", do governo federal. Enquanto havia a queda de um lado, a produção se sobressaía de outro, fortalecendo o município de Paty do Alferes, na Região Serrana fluminense. Daí a tradicional Festa do Tomate tão conhecida, realizada sempre em junho no distrito de Avelar.
Quem frequenta as centrais de abastecimento do Estado lembra muito bem das queixas dos produtores rurais: a tirania de um tipo de tomate, o bonito "salada", que não tem proteína quase nenhuma mas que agrada bastante ao consumidor que se deixou levar pela propaganda enganosa dos supermercados. Isso mesmo, a produção do tomate está sendo vítima da máfia dos supermercados que só compram os tomates desse tipo, ignorando os mais pequenos que são jogados fora todos os anos. Toneladas perdidas. Ou o produtor vende o que pedem, ou vão ficar com a produção encalhada. Diante disso, que não é assumido publicamente, as áreas de produção foram se reduzindo, se transformando em pasto. A instabilidade da produção e o preço levaram o agricultor a destruir o cultivo.
Tentando uma solução engenhosa, que permite produzir durante oito meses, produtores rurais de Paty do Alferes investiram em novas técnicas de plantio: o cultivo protegido. O tomate agora é produzido em estufas, em vasos suspensos, desde 2010, com a produção conseguindo um alto valor agregado. Se você não sabe, o tomate é suscetível a diversas pragas que exigem grande quantidade de agrotóxico, e dessa maneira, as perdas, se houver, são bem menores e o lucro garantido. O que significa preço alto para o consumidor. Ou seja, melhor qualidade, maior preço. O seu bolso vai aguentar?
Segundo produtor
De acordo com o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos), o Rio de Janeiro é o segundo maior produtor de tomate do país (27,6%), com base em dados de 2010. O primeiro estado produtor é o Paraná (71,5%); Goiás, em terceiro (20,7%); São Paulo (19,9%), Minas Gerais (12%). Juntando os estados do Sudeste, estes respondem por 49,5% da produção nacional.
O IBGE diz ainda que a produção de hortaliças cresceu 30% no Rio de Janeiro, em dez anos, e que a área cultivada abrange 785 mil hectares, produzindo 17.000 mil toneladas e gerando uma receita de R$ 11 bilhões. Desse total produzido, 64% vem do grupo do tomate (liderando ainda), batata, melancia, cebola, cenoura e batata-doce.
Numa escala mundial, o Brasil é apenas o oitavo produtor de tomate (3,1%), sendo os líderes: Índia (37,5%), China (28,5%); Irã e República da Islândia (21,7%), Turquia (16,2%).
Tomate nas centrais
Fizemos uma pesquisa de preços nas centrais de abastecimento do Região Sudeste e do Rio Grande do Sul, para termos um comparativo para passar para os consumidores. Na Ceasa do Rio de Janeiro, como dissemos no início da matéria, a caixa do produto foi vendida a R$ 130, o tipo salada AA; e a R$ 90, o menor. Para saber o preço por quilo é só dividir e você vai se assustar com o que estão fazendo.
Na Ceasa de Minas Gerais, mais especificamente na de Belo Horizonte (capital) e de Governador Valadares, encontramos os seguintes preços para a caixa com 20 kg: R$ 75 e R$ 35, respectivamente.
A Ceasa da Grande Vitória (ES), os preços por quilo eram os seguintes, dependendo do tamanho: R$ 4,17 e R$ 2,83, respectivamente.
Já na Ceagesp, maior central de abastecimento da América Latina, situada em São Paulo, os preços eram os seguintes: R$ 6,48 e R$ 5,48.
Na Ceasa gaúcha, os preços eram os seguintes: R$ 5 e R$ 4.