Empreendimento,
a ser construído em São Gonçalo, região Metropolitana do Rio, tem
estimativa de ser o maior do segmento em todo o país.
O Estado do
Rio de Janeiro retomou na quarta-feira, 20/5, a discussão com
empresários sobre a construção da Cidade da Pesca, complexo pesqueiro
que deve gerar cerca de 10 mil empregos diretos em Itaoca, no município
de São Gonçalo, na Região Metropolitana. A reunião contou com a presença
do secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e
Pesca, José Luis Anchite, dos subsecretários da pasta Sebastião
Rodrigues (de Estado), Renato Bravo (de Pesca) e Marcelo Gomes (de
Abastecimento e Segurança Alimentar), do presidente da Fundação
Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj, órgão vinculado à
Secretaria), Essiomar Gomes, e de representantes da iniciativa privada.
Com
o objetivo de esclarecer e aprofundar o debate sobre o projeto, o
encontro viabilizou aos participantes a exposição de ideias e pontos de
vista acerca do setor pesqueiro e a importância que o empreendimento em
si terá para o estado do Rio de Janeiro. A estimativa é torná-lo o maior
do segmento em nível nacional, atraindo para o Rio a indústria
pesqueira que há anos migrou para o sul do país.
Foram colocadas
em pauta as dificuldades encontradas hoje pelo setor, como falta de
estrutura e dificuldade de escoamento do pescado. O grupo também abordou
melhorias a serem alcançadas pela indústria da pesca e a
disponibilidade de empresas privadas em investir no projeto.
-
Estamos aqui para ratificar o nosso apoio à secretaria e ao Governo para
a implantação do projeto e fazê-lo sair do papel, o que irá beneficiar
não apenas os moradores de São Gonçalo, mas toda a economia estadual –
disse Jesús Alonso, representante da Crusoe Foods, uma das empresas que
incentivam o complexo pesqueiro.
Breno Figueiredo, Sócio Fundador
da Infrapar - Projetos e Participações Ltda., também destacou o alcance
da iniciativa no estado, contextualizando-a com outros projetos do Rio
de Janeiro, como o Arco Metropolitano e o Porto de Itaguaí.
- A
Cidade da Pesca tem potencial para ser implantada e terá um grande
impacto positivo para toda a região, não só para a indústria de pescado.
Talvez o projeto seja hoje um dos mais importantes para o estado -
afirmou Breno.
Para o secretário da pasta, José Luis Anchite, o complexo atrairá cada vez mais o interesse de empresas.
-
Saio desta reunião muito entusiasmado com a dimensão que o projeto está
tomando. É um empreendimento capaz de mudar a economia local. A Sedrap
está trabalhando para que ele seja implantado, mas precisamos da
interação com a iniciativa privada e do apoio dos empresários para a sua
concretização - informou.
Cidade da Pesca - O complexo pesqueiro
será construído em uma área de mais de 600 mil metros quadrados em
Itaoca, São Gonçalo. O projeto prevê a implantação de um Condomínio
Industrial Pesqueiro Sustentável, que contemplará empresas do ramo da
pesca e do maior Terminal Público Pesqueiro do estado, além da
preocupação com a pesca artesanal e o aspecto social, que envolve toda a
estrutura de equipamento e serviços públicos, para que a região possa
receber o contingente populacional que será atraído com a instalação do
empreendimento.
Veja 9 dicas para fazer o café
perfeito em casa, segundo à quarta edição do "Guia do Barista",
publicação referência para interessados no universo do café.
De
forma didática, o guia assinado por Edgard Bressani, especialista no
assunto e presidente-executivo do Octávio Café, reúne dicas para o
preparo do expresso, informações sobre países produtores do grão, regras
de competições internacionais, além de mapas e fotos dos processos que
levam à bebida.
"Não é um guia só para baristas, é para
apreciadores e apaixonados por café. Da semente à xícara, para que todos
possam conhecer o processo e entender o que há por trás do café", diz o
autor.
O livro, que será lançado nesta terça (26), conta também com receitas de drinques clássicos e criativos com a bebida.
Confira abaixo dicas do autor Edgard Bressani para fazer um bom café em casa.
1. Escolha um pacote certificado
Busque
nas prateleiras embalagens de grãos 100% arábica e indicações de que o
café é especial, com origem, rastreabilidade e proteção ambiental.
Atente para certificações como Utz Certified, Rainforest Aliance e da
Associação Brasileira de Cafés Especiais. Bons blends de café costumam
custar entre R$ 30 e R$ 60 o quilo.
2. Prefira o café daqui
Quanto
mais recente a torra, melhor. O período entre a torra e o consumo faz
com que ele perca sabor. O café importado pelo Brasil já vem torrado.
Por isso, prefira o café nacional. Mesmo assim, preste atenção à data de
validade –que identifica a idade do café.
3. Armazene em potes herméticos
Em
casa, proteja o café guardando o pó (ou grãos) em potes herméticos. Se
possível, invista em embalagens que permitem tirar o oxigênio de seu
interior (ele oxida o café). Procure um lugar com pequena variação de
temperatura e protegido da luz. Ele não deve ser mantido em geladeira
por causa da umidade, uma inimiga do café.
4. Moer em casa é o ideal
O
café moído na hora é mais rico em aromas. Hoje, o mercado tem muitas
opções de moedores caseiros, manuais e elétricos. Um aparelho pode
custar cerca de R$ 100. Se o café feito em casa for o coado, é preciso
moer bastante o grão, até que fique fino.
5. Use água filtrada ou mineral
Ao
aquecer a água, cuidado para que ela não ferva (fique borbulhando):
isso diminui a quantidade de oxigênio e, consequentemente, a intensidade
de aromas da bebida. Mantenha a água a aproximadamente 93 ºC.
6. Escalde o filtro de papel
Compre
filtros do tamanho do porta-filtro. Antes de preparar o café, use a
água quente para escaldar o filtro –isso tira o gosto de papel que pode
ser passado para a bebida. Depois de usar filtros de pano, lave os
filtros só com água, para evitar o gosto de produtos.
7. Não compacte o pó
Para
fazer o café coado, coloque o pó no filtro de forma uniforme, sem
compactá-lo, apertando-o. Molhe as beiradas primeiro e, a seguir, o
centro do coador. Depois, direcione a água, em fio, bem no centro.
8. Bom café não precisa de açúcar
Café
de boa qualidade deve mostrar o sabor que tem. Diferentemente do café
especial, de torra mais clara, o industrial é muito torrado –uma
tentativa de mascarar defeitos na bebida. Por isso, o açúcar se faz
necessário: com ele é possível tomar qualquer coisa.
9 - Explore outros método
Hoje
o mercado tem disponíveis utensílios para preparar café em casa de
outras maneiras. Aeropress, chemex, prensa francesa e mocha são fáceis
de usar e o mesmo pó preparado em variados métodos tem sabores
diferentes. Vale a pena explorar.
O Guia do Barista, da Café Editora, está a venda no site cafeeditora.com.br por R$ 60
A cebola foi um dos produtos que sofreu aumento nos preços no estado capixaba..
Alguns
produtos hortifrutícolas, encontrados no mercado das Centrais de
Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES), apresentaram queda e alta
nos preços comparados com a última semana. Os produtos que mais
registraram baixa nos preços foram o coco verde e o mamão havaí.
O
coco verde teve queda de 31,5% no preço, o produto que custava R$0,73
na semana passada, está sendo ofertado a R$0,50. O mamão Havaí teve
redução de 17% nos preços, o produto que era ofertado a R$R$1,06 se
encontra a R$0,88.
Outros produtos também foram destaque e estão
com os preços mais acessíveis ao consumidor: o mamão formosa (-14%), a
tangerina ponkan (-12%), o quiabo (-10%), a abobrinha italiana (-10%), o
melão amarelo (-10%), a cenoura (-9,6%), e a batata doce (-8,5).
Alguns
produtos registraram alta nos preços como o pepino (46,9%), o chuchu
(28,6%), o pimentão verde (24,7%) e a vagem (23%). A cebola e o tomate
prevaleceram durante todo o mês com os preços mais elevados.
Segundo
o gerente técnico das Unidades Regionais, Marcos Antônio Magnago, neste
período alguns fatores têm contribuído para os preços relativamente
altos. “Um dos fatores que explicam o aumento do preço do tomate no
Espírito Santo foi a estiagem nos primeiros meses do ano. Muitas
lavouras foram prejudicadas pela falta de chuva e tiveram que diminuir a
produção devido ao uso controlado de água”.
Ele também disse que
no caso da cebola, ”nessa época do ano, quem abastece o mercado
brasileiro é o Estado de Santa Catarina que sofreu com fortes chuvas,
que agravaram a queda na produção. Outra grande parte da cebola
comercializada na Ceasa/ES é importada da Holanda e da Argentina, e
possui os preços mais altos. A expectativa é que em breve inicie-se a
safra de em Petrolina (PE) e a oferta tende a normalizar”, explica o
gerente.
Informações à Imprensa:
No
Brasil, há três variedades mais comuns de pimentão, o verde, o vermelho e
o amarelo. O vermelho, por exemplo, é um grande aliado na prevenção do
câncer.
O pimentão é um vegetal bastante consumido em todo o
mundo, com um sabor forte e apimentado ele é usado na gastronomia de
diversas formas como saladas, prato principal, e também como tempero de
alimentos. Nos primeiros meses do ano, nas Centrais de Abastecimento do
Espírito Santo (Ceasa/ES), circularam 2.416.240 quilos do produto
gerando uma movimentação financeira de R$4.537.280,62.
O
município que mais contribuiu com a oferta foi Santa Maria de Jetibá,
responsável por 40%, seguido de Domingos Martins com 19%. Os dois
municípios totalizaram 1.408.375 quilos. Outros municípios como Alfredo
Chaves, Santa Leopoldina, Laranja da Terra, e Santa Teresa também
contribuíram de forma positiva na comercialização.
Segundo dados
do setor de estatística da Ceasa/ES, 20 municípios capixabas ofertam o
produto no entreposto central, localizado em Cariacica. O Estado de São
Paulo também contribuiu na comercialização, no período de janeiro a
abril o Estado contribuiu com 73.395 quilos totalizando R$489.686,04. O
vegetal querido pelos capixabas pode ser encontrado durante todo o ano e
é um dos produtos mais procurados. Atualmente o quilo do pimentão verde
está sendo cotado a R$2,10, o vermelho R$6,45 e o amarelo R$6,30 o
quilo.
Saúde
No Brasil, há três variedades mais comuns de
pimentão, o verde, o vermelho e o amarelo. Ao escolher, descarte os que
apresentam machucados ou áreas escuras e fique com os que têm cor viva e
pele lisa.
Segundo a nutricionista Matilde Alves o pimentão é
uma excelente fonte de vitamina C, importante para o sistema imunológico
e um poderoso antioxidante que ajuda a combater radicais livres,
responsáveis por agredir células saudáveis. Quando está maduro é uma boa
fonte de vitamina A que auxilia na saúde dos ossos, da pele e da visão.
O
pimentão vermelho ainda contém licopeno, uma substância aparentemente
relacionada à menor incidência de câncer de próstata, de colo de útero,
de bexiga e do pâncreas.
Para saborear o pimentão, que tal uma receita bem fácil?
Pimentão recheado com carne moída e queijo
Ingredientes
570 g de carne moída
3 dentes de alho picados
1 cebola picada
430 g de tomate sem casca
1 xícara de queijo ralado
1 1/2 xícara de caldo de galinha
6 pimentões vermelhos pequenos
Modo de preparo
Aqueça
uma frigideira e refogue a cebola, o alho e a carne moída. Adicione o
queijo, misture e reserve esse caldo. Corte uma tampa na parte dos
cabinhos dos pimentões e retire o miolo e as sementes. Coloque um pouco
do caldo em cada um dos pimentões e coloque-os dentro de formas
individuais ou refratário. Pré-aqueça o forno em temperatura média
(180ºC) e gratine por 30 minutos.
Os
disparates dos preços chegam aos restaurantes que são capazes de cobrar
uma sobremesa contendo duas fatias de abacaxi, por R$ 39.
A
Cidade Maravilhosa, como conhecemos a capital fluminense, por conta da
politicagem barata e rasteira que vem de anos está entregue a todo tipo
de mazela, e no ano passado, por ocasião da vergonhosa Copa do Mundo
para os brasileiros, turistas e nativos tiveram de conviver com a
realidade dos preços altos dos produtos e imóveis. Apelidaram a situação
de "Surreal", numa comparação jocosa ao nosso dinheiro, devido aos
preços beirando o absurdo. E quando a gente pensa que a situação vai
tomando outra forma, até mesmo por conta das dificuldades provocadas por
uma política econômica pífia, eis que nos surpreendemos com posts no
Facebook, num espaço de uma semana, falando sobre absurdos contemplados
por duas consumidoras: uma em restaurante, dito de luxo, na Zona Sul do
Rio, e outra, ao ir a uma feira ou supermercado que a pessoa não disse
qual.
Ao ir a um restaurante, Elba Boechat, se deparou com o
absurdo de ter de pagar pouco mais de R$ 39 por duas fatias de abacaxi
verde e quase sem gosto (deve ser o tipo pérola campista que só serve
para assar na brasa ou em suco). A mesma fruta, com peso de 2 kg, está
sendo vendida na central de abastecimento de Irajá (Ceasa Grande Rio) ao
preço de R$ 3,50 a unidade. Só que nos chamados "sacolões", feiras
livres e supermercados, estes preços variam muito e podem chegar a R$ 7
uma fruta. Qual a justificativa dos restaurantes para um abacaxi com
preço tão alto? Perda do produto, afirmam; preços altos de aluguéis dos
imóveis na Zona Sul, tarifas absurdas da light, gás e taxas outras. Aí,
jogam a bomba na mão do consumidor. E pague quem quiser pagar.
Ontem,
nos surpreendemos novamente com post de Mirthes Guimarães falando sobre
os preços que encontrou, possívelmente na feira: o badejo, peixe
considerado nobre, sendo vendido a R$ 30 o kg; a tilápia, que virou moda
entre os naturebas, custando o absurdo de R$ 35, o kg. Sem contar o
tomate a R$ 8 e a cebola a R$ 7.
No caso da tilápia, um peixe
criado em cativeiro em muitos lugares da Região Serrana do estado, ótimo
e usado até mesmo nas refeições de pacientes no pós-operatório, como
acontece no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, Zona Sul carioca, o preço
cobrado ao consumidor podemos classificá-lo de roubo. Isso mesmo: o
consumidor está sendo assaltado a mão desarmada. Explicamos: se você for
ao Ceasa de Irajá, no mercado de peixe que existe lá, vai encontrar o
quilo do pescado tilápia a R$ 5,50, o kg. O único problema é depois
filetar o peixe. Mas isso não é sangria desatada, já que na internet
você encontra vídeos bacanas ensinando a filetar peixes variados. E o
pior é quando você vai a um restaurante e paga por um filé grande de
tilápia, acompanhado de arroz e salada, algo em torno de R$ 100. Os
preços altos desse produto também podem ser encontrados nas redes de
supermercados, junto com uma outra fraude, que podemos considerar: os
pacotes com meio quilo também apresentam preços que chegam a R$ 16, R$
18.
O CeasaCompras foi constatar também outros preços citados
pela Mirthes: o badejo estava sendo vendido a R$ 20 o quilo; a caixa de
22 kg do tomate (R$ 100) e a saca com 20 kg da cebola (R$ 80, a de Santa
Catarina; R$ 78, do Rio Grande do Sul; e R$ 70 a cebola roxa, que
normalmente era mais cara).
Soluções em peixes
Já que
falamos de peixes, vamos dar os preços de alguns deles, como a abrotea,
considerado o bacalhau brasileiro e que tem carne muito parecida com a
merluza, que está a R$ 6 kg, na Ceasa de Irajá. Outros peixes e frutos
do mar, são: corvina (R$ 7); espada (R$ 2,50), galo (R$ 2). garoupa (R$
20); linguado (R$ 20), lula (R$ 6); polvo (R$ 13); e sardinha verdadeira
(R$ 2).
Alimento
considerado saudável por muitos adeptos vem transformando o Meio
Ambiente chileno, embora não digam abertamente, pode afetar a saúde de
quem consome o produto com muita frequência. Quase todo o salmão
consumido no Brasil vem do Chile.
Do Globo Rural
Há
dez anos, o Brasil comprava do Chile dez mil toneladas de salmão. Hoje,
são 80 mil toneladas. É praticamente todo o salmão consumido no nosso
país. O Globo Rural visitou os centros de cultivos para entender como é
feita a engorda do peixe e os reflexos da criação para o meio ambiente.
Os
salmões ficam dentro de ‘balsas-jaulas’, enormes tanques-rede
flutuantes, com 25 metros por 25 metros e 20 de profundidade. Em cada um
ficam 28 mil peixes, que permanecem por 17 meses, até alcançarem 4,5
kg. Eles são monitorados 24 horas.
Jorge é mergulhador e entra
todos os dias no tanque. Ele monitora a mortalidade, a atividade do
peixe. Também checa se as redes estão perfeitas para que os salmões não
escapem. Caso isso aconteça, os criadores têm prejuízo. Além disso, pode
causar um dano para o meio ambiente, porque o salmão é uma espécie
exótica.
A indústria diz que não há escape, mas o biólogo do IMar
– Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Recursos de Ambientes
Costeiros, em Puerto Montt, Edwin Niklitschek, discorda e explica.
“Estamos falando de vários milhões de salmões que escapam todo ano. Isso
tem um impacto muito grande sobre os peixes nativos. Isso porque eles
se alimentam deles e competem com eles.”
Remígio Gutierrez,
pescador há 25 anos, dirige o sindicato da categoria e denuncia os
efeitos da indústria salmoneira para o meio ambiente. “Havia muita vida
antes deles chegarem, mas depois morreu tudo o que está ao redor. Isso
se chama: a sombra da indústria salmoneira. Os sedimentos, as fezes do
salmão que caem ao fundo do mar, matam toda a vida. Termina com tudo.”
O
tratamento para doenças do salmão é outra polêmica. “O medicamento já
vem na ração. Normalmente se usa antibiótico para combater a doença
bacteriana”, explica o técnico do Centro de Cultivo Francisco Alvarez.
“Isso
prejudica profundamente a vida do fundo marinho, que fica limitada às
bactérias que estão aproveitando a matéria orgânica e alguns poucos
sobreviventes. A matéria orgânica e os químicos que se diluem desde a
sombra da balsa-jaula e chegam ao meio ambiente podem levar à
proliferação de espécies indesejáveis, como maré vermelha, algas que
bloqueiam o sistema respiratório dos animais, algas tóxicas”, diz o
biólogo do IMar.
Ao fim de cada ciclo de cultivo, o centro passa
por um período de três meses de descanso obrigatório por lei. É um vazio
sanitário, criado depois de uma crise sofrida pela indústria
salmoneira, entre 2007 e 2009. O vírus da anemia infecciosa, chamado
vírus ISA, que não atinge o ser humano, matou a metade dos peixes.
Indústria e governo tomaram uma série de medidas para controlar a crise.
“Na
prática, se mudou desde a restrição à importação de ovas, até a criação
de bairros de centros de cultivo, organizados, geograficamente e que,
coordenadamente, têm épocas de cultivo. Descansam três meses e outros
bairros vão produzir. Desta maneira se contém uma eventual disseminação
de um vírus e se coordena os tratamentos no interior de um bairro”,
explica Felipe Manterola, representante da SalmonChile.
No
estuário de Reloncavi, as balsas de cultivo de salmão estão abandonadas.
A denúncia é que estão desse jeito há anos. Em Santiago, capital do
país, o diretor do Serviço Nacional de Pesca e Aquicultura José Miguel
Burgos, confirma que o cultivo está mesmo fechado há mais de dois anos,
em um processo em que o governo deve suspender a concessão, porque não
foram respeitados os limites exigidos.
“São olhados vários
parâmetros basicamente para garantir oxigênio suficiente no fundo
marinho. Quando algum limite é superado, esse centro que superou o
limite não pode operar até que recupere sua condição. Essa é uma
regulação mais restrita que em muitos outros países”, diz o diretor.
Enquanto
se discute se as regras são adequadas, a indústria do salmão continua
empregando direta ou indiretamente 73 mil chilenos e produzindo
alimento.
Quando atinge 4,5 kg, o salmão do Atlântico é
transportado em navios rumo ao processamento. Em Quellón, na ilha de
Chiloé, existe um centro de monitoramento. Lá, os peixes são sugados por
uma tubulação e caem em tanques para o processamento. Dependendo da
época do ano, os tanques recebem de 30 mil a 100 mil peixes por dia.
Já
sem as vísceras, o salmão passa por uma checagem. Juan Fernandez, chefe
de produção, explica o que deve ser observado. “É importante revisar a
cavidade ventral e avaliar se há presença de algum corte ou ferida que
possa gerar o não aproveitamento 100% do peixe. Deve estar limpa e sem
restos de vísceras. Deve ter suas nadadeiras íntegras, pele de cor
característica de um peixe juvenil, dorso escuro, verde. Seus olhos
devem estar projetados para fora, nunca para dentro, porque para fora
significa que é um peixe fresco.”
Receita
O chefe suíço,
Frederick Emeric, explica as características do salmão. “O salmão é um
peixe muito bom porque tem pouca gordura e é uma gordura saudável para o
organismo”. Ele preparou um prato chileno: ceviche, peixe cru marinado
no limão.
Ele corta o salmão em cubinhos e acrescenta cebola
roxa, aipo, suco de limão, alho, azeite, sal e coentro. Depois gengibre e
pimenta aji, muito usada na região. Mistura tudo e está pronto! Veja no
vídeo toda a explicação.
Empresas
transformam terrenos em hortas na capital; restaurantes usam produtos
em pratos. Shopping transformou cobertura em plantação, adubada com lixo
orgânico produzido por eles.
A 10 minutos da Avenida Paulista,
em pleno bairro da Vila Mariana, na zona sul da capital, existe um
cafezal com 1,6 mil pés. Na última quinta-feira, começou a colheita da
safra 2015 da tradicional (e simbólica) lavoura do Instituto Biológico.
Mas não se trata da única plantação de alimentos dentro da área urbana
de São Paulo. Atualmente, são muitas as empresas que apostam em hortas
comunitárias.
É o caso do Shopping Eldorado, na Marginal do
Pinheiros, na zona oeste. Em 2012, a administração do empreendimento
decidiu transformar a cobertura do complexo em plantação. Contratou dois
funcionários para cuidar exclusivamente da empreitada e envolveu todos
os demais no processo de separação do lixo orgânico - quase 1 tonelada
por dia, que vai para uma composteira e é transformada em adubo - e de
colheita. Eles podem levar as hortaliças e temperos para casa. A 10
minutos da Avenida Paulista, em pleno bairro da Vila Mariana, existe um
cafezal com 1,6 mil pés.
Na próxima quinta, começa a colheita da
safra 2015 da tradicional (e simbólica) lavoura do Instituto Biológico.
Mas não se trata da única plantação de alimentos dentro da área urbana
de São Paulo.
Atualmente, são muitas as empresas que apostam
em hortinhas comunitárias como forma de integrar suas equipes, afinar
um discurso ecologicamente correto e, em alguns casos, fazer o bem.
O
Shopping Eldorado contratou dois funcionários para cuidar
exclusivamente da horta e envolveu todos os demais no processo de
separação do lixo orgânico - quase 1 tonelada por dia, que vai para uma
composteira e é transformada em adubo .Os funcionários também participam
da colheita - quando eles podem levar as hortaliças e temperos para
casa
A horta da casa de eventos EcoHouse, em Pinheiros, serve para
abastecer os restaurantes da rede Tantra - que são do mesmo
proprietário, o chef Eric Thomas O projeto foi desenvolvido há quatro
anos na EcoHouse. No período, foram plantadas folhas verdes para
saladas, de forma hidropônica; flores comestíveis, como orquídeas e
mini-rosas; ervas para temperos; e até árvores frutíferas, como
limoeiros, parreiras e jabuticabeiras
"Hoje, nossa plantação ocupa 3 mil metros quadrados", afirma Marcio Glasberg, gerente de operações do shopping.
A
horta da casa de eventos EcoHouse, em Pinheiros, na zona oeste, serve
para abastecer os restaurantes da rede Tantra - que são do mesmo
proprietário, o chef Eric Thomas. "Um dos objetivos do projeto é provar
que um restaurante pode ser independente na produção de seus insumos no
local, diminuindo, assim, o impacto ambiental", afirma.
O projeto
foi desenvolvido há quatro anos. Já foram plantadas folhas verdes para
saladas, de forma hidropônica; flores comestíveis, como orquídeas e
minirrosas; ervas para temperos; e até árvores frutíferas, como
limoeiros e jabuticabeiras.
Também do ramo de alimentação e com
discurso "saudável", a rede de restaurantes Salad implementou, há seis
meses, uma horta em seu escritório administrativo, no Pacaembu, zona
oeste. Toda a produção é usada no preparo das refeições dos 22
funcionários que atuam na sede. A empresa ressalta que a ideia de criar a
hortinha veio de uma tentativa de começar "um trabalho de dentro para
fora, conscientizando os colaboradores sobre a importância de uma
alimentação saudável e equilibrada".
No bairro da Água Fria, na
zona norte, a agência de comunicação E4 também criou hortinha dentro do
escritório, há três anos. Ali, eles têm cebolinha, hortelã, manjerona e
orégano, entre outras plantas - até um pé de acerola. "A produção fica
para os testes que fazemos em nossa cozinha, já que somos uma agência
especializada em nutrição e alimentação saudável. E, claro, para o
consumo próprio do pessoal da agência", conta o diretor, Gustavo
Negrini.
Há ainda escolas que usam hortas de forma pedagógica. É o
caso do Colégio Santa Amália, na Saúde, zona sul. Ali, desde o ano
passado, há uma plantação de 3 metros quadrados. "A cada dois meses, uma
turma fica responsável pelo plantio, colheita e preparo de pratos com
os produtos colhidos", explica Rafaela Yumi Montesinos, nutricionista do
colégio.
Cafezal. No caso do cafezal da Vila Mariana - cuja
produção anual de cerca de 500 kg é distribuída a entidades
assistenciais cadastradas pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado
-, a história começou na primeira metade do século 20. Atualmente, a
lavoura urbana tem função didática, pedagógica e cultural: serve para
que os paulistanos possam conhecer o cultivo daquele que já foi o motor
da economia do Estado.
"Qualquer um pode visitar, conhecer esse
tipo de lavoura que é tão importante para a nossa história", diz o
diretor técnico do instituto, Antonio Batista Filho. Desde 2006, sempre
em maio, o Instituto realiza o início simbólico da colheita do café.