quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Queda de preços da batata e tomate, mas frutas têm alta generalizada



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                   Batata Souté



O estudo é realizado mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de levantamento feito junto aos mercados atacadistas integrados ao programa. Para análise do comportamento dos preços em novembro foram considerados oito entrepostos dos estados de SP, MG, RJ, ES, DF, CE e PE.

Hortaliças

A grande oferta de batatas provocou queda no preço do produto nas principais centrais de abastecimento do país em novembro. O 12º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que os maiores recuos ocorreram no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, de 23,20% e 21,53%, respectivamente.

O tomate também ficou mais barato em quase todos os mercados. A exceção foi na Ceasa/RJ, que registrou aumento de 8,97%. A alta se deve à diminuição da oferta, provocada pelas chuvas nas regiões que abastecem o estado. Ainda assim, o preço do quilo do produto ficou em R$ 1,86, mais baixo que no Distrito Federal onde, apesar da queda de 30,33%, o quilo foi comercializado por R$ 2,05.

O quilo da cenoura ficou 25,17% mais caro na Grande Vitória/ ES, sendo vendido a R$ 1,15. Em Fortaleza/CE e Recife/PE houve alta de 4,74% e 2,60% e o quilo foi comercializado a R$1,21 e R$ 1,54, respectivamente. Nos outros estados pesquisados a cenoura ficou mais barata em novembro, com o menor preço em Campinas/SP, R$ 0,70/quilo.

Em contrapartida, por questões climáticas, alface e cebola ficaram mais caros em todas as centrais de abastecimento analisadas. No DF, a alta chegou a 92,25% para alface e 49,36% para cebola. Mesmo com aumento em todos os mercados, a cebola mantém preços mais baixos que os praticados no mesmo período do ano passado, graças ao aumento da produtividade nas lavouras da Região Sul.

Frutas

Dentre as frutas, a melancia foi o único destaque de redução de preços no período analisado. As demais frutas analisadas registraram tendência de alta em praticamente todos os entrepostos, com algumas reduções pontuais.

A laranja ficou mais cara em todos os entrepostos atacadistas por causa da pouca oferta e da alta demanda por exportações, com aumentos variando entre 9,92% (SP) e 0,28% (PE). Banana e mamão também apresentaram alta em sete das oito Ceasas analisadas, devido a diminuição da oferta desses produtos. No DF, a banana foi vendida a R$ 3,82/quilo, aumento de 14,65%, enquanto o quilo do mamão ficou em R$ 3,14 (alta de 4,99%).

A melancia apresentou queda em sete das oito centrais de abastecimento pesquisadas, com o quilo sendo vendido a R$ 0,69 em Belo Horizonte e R$ 0,77 em Recife. A Ceagesp foi o único entreposto que registrou aumento (7,84%), com o quilo da fruta comercializado a R$ 1,47.

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